O racismo está presente em muitas esferas e o meio ambiente não é uma exceção.

Racismo ambiental

Reprodução/INCT ETEs Sustentáveis  POR:  Giovanne ramos

O racismo ambiental é um termo usado para descrever situações de injustiça social no meio ambiental. É o estado de degradação ambiental a que grupos minoritários são sistematicamente submetidos.

Foto: Reprodução/Instituto Claro 

Também pode se referir às forças da globalização e do neoliberalismo provenientes das grandes potências capitalistas sobre a biodiversidade nativa e comunidades locais dos países em desenvolvimento.

Foto: Reprodução/Tuca Vieira 

O termo foi criado em 1981 pelo líder e ativista afro-americano Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr, que investigou e se aprofundou na temática do racismo ambiental.

Foto: Reprodução/National Geographic 

Dr. Chavis Jr constatou que havia uma escolha proposital das áreas habitadas pela população negra norte-americana para a construção de depósitos de lixo e resíduos tóxicos.

Foto: Reprodução/Goldman Prize

O racismo ambiental ainda se estende à injustiça ambiental. Aquelas regiões indígenas não demarcadas, lixões e a falta de saneamento básico que afeta a periferia e ninguém faz nada.

Foto: Reprodução/Google Earth

Ainda, pode-se incluir a inacessibilidade a recursos naturais, a exclusão da tomada de decisão sobre territórios tradicionais e o infortúnio causado pelas degradações ambientais.

Foto: Reprodução/Elói Corrêa - Governo Bahia

MAS PORQUE É RACISMO?
A maioria das comunidades onde há o descarte indevido e a negligência ambiental são, em sua maioria, áreas indígenas, quilombolas, ribeirinhas e outros grupos minoritários.

Foto: Reprodução/Comissão Interamericana de Derechos Humanos

Em áreas onde a maioria da população é branca e rica, dificilmente esse tipo de tratamento é dado. As políticas de saneamento básico, por exemplo, são estruturalmente melhores e mais eficazes.

Foto: Reprodução da internet

No Brasil, são diversas as situações de injustiça ambiental e conflitos causadas pela desigual concentração de renda.

Foto: Reprodução da internet
Foto: Reprodução/Antônio Cruz, Agência Brasil

No desastre de Mariana, em Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, mais de 80% das vítimas imediatas eram negras. 

A barragem poluiu a bacia do Rio Doce com rejeitos de mineração. A lama tóxica contaminou as águas do rio, matando peixes e a subsistência de comunidades ribeirinhas e de povos indígenas locais.

Foto: Reprodução/Antônio Cruz, Agência Brasil

Não é coincidência a falta de fiscalização ambiental em áreas periféricas, sendo estas com maiores focos de contaminação de resíduos tóxicos, presença de venenos que trazem risco às pessoas negras.

Foto: Reprodução da internet

O racismo ambiental ganhou mais força com o governo Bolsonaro, a partir de políticas adotadas e ações contra os povos indígenas e quilombolas, o incentivo aos desmatamentos e a liberação de agrotóxicos.

Foto: Reprodução/Sérgio Lima

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