A rainha angolana ficou conhecida pelo terror causado entre os portugueses para proteger seu país e o povo de origem africana

nzinga

o nome dela é

Foto: Reprodução da internet por: caroline nunes

Jinga, Singa, Zhinga e Ana de Souza são alguns nomes pelo qual Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji foi chamada durante sua vida. Nascida em 1582 e herdeira do trono de Ndongo, reinou de 1623 a 1663, período em que fez a oposição mais forte contra o tráfico de escravos
da Angola.

Foto: Reprodução/Comic Republic

O interesse de Portugal era a riqueza de Angola, como a prata, o cobre e a possibilidade de abertura de um caminho para chegar às minas de Zimbábue. Após mais de vinte anos de luta armada ao Sul de Luanda, os soldados portugueses encontraram amostras de chumbo em vez de prata.

Foto: Reprodução/Educa Mais Brasil

O rei de Portugal e da Espanha, Felipe III, inconformado com a descoberta, optou pelo tráfico de escravos. Já o rei Mbandi, irmão de Nzinga, proibia a compra direta de escravos, o que causou revolta entre os portugueses, incitando uma nova guerra contra Angola.

Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Portugal então enviou um novo governador para negociar um acordo em Luanda. O rei solicitou que Nzinga liderasse a negociação. Ela exigiu que os portugueses abandonassem suas instalações na África, entregassem os africanos prisioneiros e um lote de armas.

Foto: Reprodução/Slavery Images

Para ganhar confiança dos portugueses e como parte de sua estratégia política, Nzinga aceitou o batismo católico, no entanto, os europeus não cumpriram o acordo.

Reprodução da internet | colorização: i'sis almeida/alma preta

Dessa forma, a rainha passou a cobrar pelo armamento e ficou conhecida pelo terror causado entre os portugueses para proteger seu país e o povo de origem africana.

Foto: Reprodução da internet

Uma curiosidade sobre Nzinga é que centenas de soldados de seu  exército a foram enviados para o Brasil como escravizados, tendo influenciado com suas táticas, as lutas e a resistência contra a escravidão no Brasil, especificamente em Palmares.

Foto: Reprodução/ Fundação Cultural Palmares

Ela também está presente na tradição da Congada. No rito, a coroação do rei do Kongo e da rainha Nzinga simboliza o sincretismo religioso no Brasil.

José Eduardo Carvalho/ SEC/ MG - via jornal da usp

Em março de 2014, o filme Njinga, a Rainha de Angola foi lançado no Brasil.

Foto: Reprodução/Angola Portuguesa

A Rainha Nzinga morreu aos 82 anos, em 17 de dezembro de 1663 e, depois da sua morte, a ocupação portuguesa acentuou-se para o interior do continente, visando o comércio de viventes – o tráfico de escravizados.

Foto: Reprodução/Angola Portuguesa

TEXTOS
Caroline Nunes
Nataly Simões

IMAGENS
Alma Preta
Comic Republic
Educa Mais Brasil
Slavery Images
Fundação Cultural Palmares
José Eduardo Carvalho
Angola Portuguesa

DESIGN
I'sis Almeida

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