Os personagens negros dos filmes de terror evoluíram de figuras estereotipadas a protagonistas de narrativas complexas. 

TERROR
NO
O NEGRO
PoR:  LETÍCIA FIALHO imagem:  capa do filme "us"
IMAGEM:  CENAS DE FILMES DE TERROR

No cinema estrangeiro, os atores negros sempre estiveram presentes, principalmente como coadjuvantes, em papéis problemáticos.

IMAGEM:  CENA DE "SEXTA-FEIRA 13"

Segundo a escritora Robin R. Means Coleman, são os negros as vítimas de violências terríveis.

IMAGEM: CENA DE "EU AINDA SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO"

E também os primeiros a morrer ou a se sacrificar para salvar o personagem branco.

IMAGEM: CAPA DO FILME "Ganja & Hess"

Entre 1960 e 1970, os filmes de terror passaram a tratar os negros como personagens robustos, com histórias mais complexas, centradas na experiência negra. 

IMAGEM: CENA DO FILME "GANJA & HESS"

O filme "Ganja & Hess" (1973),  de Bill Gunn, foi uma provocação a respeito de raça, classe, doença mental e vício. 

IMAGEM: CENA DO FILME "GANJA & HESS"

A obra conquistou críticos do Festival de Cannes. No entanto, os estúdios de Hollywood não quiseram distribuir o filme.

IMAGEM: CENA DO FILME "A NOITE DOS MORTOS VIVOS"

Um dos filmes que quebram o paradigma de que os negros são sempre os primeiros a morrer é “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), de George Romero.

"A emergência de filmes de horror negro é só um capítulo em uma história que também inclui mulheres ganhando papéis de destaque.”

- Robin R. Means Coleman

Veja 4 obras
de terror protagonizadas por negros:

A obra une suspense e terror psicológico e foi o primeiro filme dirigido pelo norte-americano Jordan Peele. 

jordan peele (2017)

"corra"

O filme fala sobre um jovem negro que viaja a fim de conhecer a família branca da namorada. A trama exemplifica de maneira brutal o racismo. 

O ator Daniel Kaluuya e a atriz Allison Williams protagonizam a trama. 

Com Lupita Nyongo como protagonista, o filme abusa das críticas sociais, misturadas com terror psicológico e momentos de reflexão. 

jordan peele (2019)

"nós"

Com Lupita Nyongo como protagonista, o filme abusa das críticas sociais, misturadas com terror psicológico e momentos de reflexão. 

Uma família viaja para uma casa de praia na Califórnia. A diversão é interrompida por um ataque de clones.

Aborda problemas sociais que afetam a população negra, como a crise migratória na Europa.

Remi Weeks (2020)

"O que ficou para trás"

A lenda de um espírito assassino conhecido como ‘Candyman’, que assola a população de Chicago, aterrorizando moradores de Cabini Green. 

Nia da Costa (2021)

A lenda de Candyman

A história se tornou emblemática pelo tratamento de questões de raça, classe e gênero, sendo considerada pela crítica como um manifesto antirracista.