Quem foi
Luísa Mahin?

Foto: Reprodução da internet  POR:  Giovanne ramos

“Uma negra, africana livre, da Costa da Mina”

Luísa é heroína da Revolta dos Malês, ocorrida em 1835, na cidade de Salvador.

Descrita em uma carta de Luiz Gama, seu filho, como:

Foto: Reprodução/Freepik

Após seu reino ser derrotado na Batalha de Ambuíla, o conflito contra as forças angolanas e portuguesas pelo controle do território de Dembos, que separava Angola e Congo, veio para o Brasil.

Foto: Reprodução da internet 

Essa mulher negra usou suas habilidades com a escrita e leitura, aliadas ao seu ofício de quituteira, para circular pelas ruas de Salvador e se comunicar com escravos e não escravos revolucionários a respeito do levante contra o regime escravista.

Foto: Reprodução da internet 

Obras literárias como “O negro da Civilização Brasileira”, do antropólogo e psiquiatra alagoano Arthur Ramos, citam a casa de Luísa Mahin em Salvador como ponto de articulação de lideranças do levante.

Foto: Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução/ Acadêmica de Cultura de Colônia Leopoldina - AL

No livro, Ramos explica que
“Não há documentos precisos a seu respeito. Sabe-se que seus pais eram reis no Continente Negro. Arrancada violentamente do seu meio e transportada para o Brasil, como escrava, Mahin foi um destacado elemento de conspiração entre os negros oprimidos”

Foto: Reprodução/Wikipedia

“Ninguém sabe o seu fim. Mas o seu nome permaneceu na história e na lenda como um grande símbolo do valor da Mulher Negra, no Brasil”.

Foto: alma preta jornalismo

Em 27 de março de 2019, o Senado Federal aprovou a inclusão de Luísa Mahin e de Dandara, líder quilombola, no “Livro de heróis e heroínas da pátria”. 

Foto: Reprodução/RioOnWatchFoto: alma preta jornalismo

A aprovação do projeto, de autoria da ex-deputada e então secretária nacional de Política para Mulheres, Tia Eron, tinha como objetivo fazer justiça a duas heroínas negras que atuaram na libertação dos escravos no Brasil. 

“Éramos dois — seus cuidados, Sonhos de sua alma bela; Ela a palmeira singela, Na fulva areia nascida.Nos roliços braços de ébano. De amor o fruto apertava,E à nossa boca juntavaUm beijo seu, que era a vida.”

Em um poema dedicado à Luísa,
o abolicionista Luís Gama escreveu assim:

“Quando o prazer entreabria.Seus lábios de roxo lírio, Ela fingia o martírio Nas trevas da solidão.Os alvos dentes, nevados. Da liberdade eram mito, No rosto a dor do aflito, Negra a cor da escravidão”.

“Minha mãe”, por Luís Gama.

Reprodução/USP

TEXTOS
Giovanne Ramos


IMAGENS
Acadêmica de Cultura de Colônia Leopoldina - AL
RioOnWatch
USP 

DESIGN
Dora Lia

CONHEÇA MAIS
HISTÓRIAS PRETAS

BLACKSTORIES