É possível odiar a religião de matriz afro e se apropriar dela?

no brasil

intolerância religiosa

foto: IAGO AUGUSTO/ALMA PRETA POR:  Giovanne ramos

De acordo com a Constituição Federal, o Brasil é um estado laico e que prega a separação da religião e os seus valores dos atos governamentais, assegurando o livre exercício de cultos religiosos.

FOTO: REPRODUÇÃO DA INTERNET

A liberdade de consciência e de crença e a proteção aos locais de culto e suas liturgias são asseguradas pelo artigo 5º, mas não é exatamente o que acontece no Brasil, na prática.

Foto: Reprodução Jota Info

De acordo com o conselheiro estadual do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS - SP), Luciano Alves, o combate à intolerância religiosa descrito na Constituição,
não é praticado.

foto: iago augusto/alma preta
Foto: Reprodução da internet

“Os três poderes [executivo, legislativo e judiciário] deveriam defender a laicidade do Estado”, afirma, apontando o crescimento da relação do governo com as denominações evangélicas.

Foto: Reprodução da internet

De acordo com dados do Disque 100, 59% de todos os casos de violência registrados entre 2011 e junho de 2018 eram destinados às religiões de matriz africana, como a umbanda e do candomblé.

Débora Oliveira/Alma Preta

Por definição, a intolerância religiosa pode ser manifestada através de discriminações, ofensas, violência e agressões contra pessoas e estruturas por conta de suas práticas religiosas.

Foto: Reprodução da internet

No início de 2022, o Terreiro das Salinas (também conhecido como o Ilê Axé Ayabá Omi), no litoral sul de Pernambuco, foi alvo de incêndio. O caso é tratado como um crime de intolerância.

Foto: Reprodução Agência Brasil

O episódio aconteceu às vésperas do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro e instituído pela Lei.

COLAGEM: I'SIS ALMEIDA/ALMA PRETA

A data faz alusão à morte da Ialorixá baiana Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como mãe Gilda, fundadora do terreiro de candomblé Ilê Asé Abassá.

Foto: Reprodução da internet

Mãe Gilda teve sua casa e o terreiro invadidos por grupos motivados pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), que a acusou de charlatanismo. Ela morreu tempos depois de
infarto fulminante.

Foto: iago augusto/alma preta

Ao mesmo tempo em que o culto e a cultura das religiões de matrizes africanas são hostilizados, a sua simbologia é apropriada retirando-a do contexto para que seja usada em rituais populares.

Foto: Reprodução O Globo

É o caso de ir para à beira do mar pular 7 ondas e deixar um desejo para cada uma delas, um ato em homenagem à orixá Iemanjá, que também é ressignificada como uma mulher branca, o que
não seria real.

Foto: Créditos: Roberto Moreira

Entre os avanços no tema, foi sancionada uma lei que cria o "Observatório Mãe Beata de Iemanjá sobre o Racismo Religioso”, no Rio, para monitorar casos de violência contra religiões afro.

Foto: Reprodução Senado Federal

Caso você presencie casos de intolerância - religiosa, racial, sexual, entre outras - entre em contato com o Disque 100. A denúncia pode ser feita de forma anônima.

TEXTOS
Giovanne Ramos
Dindara Ribeiro

IMAGENS
Alma Preta
Jota Info
O Globo
Roberto Moreira
Senado Federal

DESIGN
I'sis Almeida

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