Precursor do teatro negro no Brasil, suas peças tinham um olhar inovador sobre a sociedade, o que conquistou a crítica e o público. 

oliveira

de

Benjamin

POR: LETÍCIA FIALHO Foto: revista da semana - rj

Nascido em 1870, em Minas Gerais, se destacou como o primeiro popstar negro do Brasil ao inaugurar a imagem pública de showman no entretenimento.

"Benjamin foi palhaço, acrobata, autor e um pensador público. Era uma figura que entendia a arte e a cultura como indispensáveis para a emancipação.”

ator e diretor Sidney Santiago Kuanza

Sidney escreveu o artigo “O menino que dava nó em pingo d’água Benjamin de Oliveira, 150 anos de história no Brasil”, e entende que a contribuição de Benjamin possui um papel imensurável.

Benjamin criou o conceito do Circo-teatro, que dá início à dramaturgia negra. Fez sucesso com peças que destacavam protagonistas e histórias negras. 

Foto: circo-teatro de erminia silva

O artista fazia sucesso com as peças que ele mesmo escrevia, como ‘O Diabo e o Chico’, ‘Vingança Operária’, ‘Matutos na Cidade’ e ‘A Noiva do Sargento’, todas encenadas pela companhia que ele criou.

Seu sucesso no teatro foi tão grande, que abriu portas para o cinema negro brasileiro.  Em 1908, protagonizou ‘O Guarani’, de José de Alencar.

Foto:  gravação de "os guaranis"

Benjamin viveu 84 anos, viu a abolição da escravidão, a proclamação da República, a chegada do rádio, a chegada do cinema e a chegada da televisão. 

Foto: SOUVENIR DE 1909 - O CIRCO NO BRASIL

"É uma vida épica. Ele foi amado no seu tempo, renovou uma linguagem de expressão artística e conquistou a glória.”

Sidney Santiago Kuanza

Em 2020, Benjamin foi homenageado pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, com o enredo ‘O Rei Negro do Picadeiro’.

Foto: capa do enredo da salgueiro em 2020