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Introdução:

Mesmo com a pandemia da Covid-19, número de mortos em ações policiais cresceu em São Paulo; especialistas apontam que o racismo precisa ser combatido para frear violência do Estado

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

‘Combate ao racismo é um dos desafios da segurança pública’

O Brasil está próximo de chegar a marca de 100 mil mortes por Covid-19, o novo coronavírus. São Paulo é o estado mais atingido, com mais de 24 mil mortes até o início de agosto.

‘Nosso desafio é tirar o paciente do estado grave e devolvê-lo para família’, diz profissional de saúde da Brasilândia

Introdução:

Hospital-Geral da Vila Penteado atendeu 40% das pessoas que apresentaram quadro grave e morreram em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus na periferia da Zona Norte de São Paulo

Texto: Nataly Simões | Imagem: YouTube/Alma Preta

Selecionado pela Secretaria Estadual da Saúde no início da pandemia para atender exclusivamente às vítimas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Hospital Geral da Vila Penteado - Dr José Pangella, localizado na Brasilândia, Zona Norte da cidade de São Paulo, precisou se reestruturar para as demandas do bairro mais atingido pelo vírus.

Em entrevista ao Alma Preta, o diretor técnico de saúde Carlos Alberto de Castro Soares conta que em maio o hospital atingiu seu nível máximo, com todos os leitos de enfermaria e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ocupados. A unidade atendeu 40% das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 na Brasilândia.

“Os pacientes que temos atendido chegam na unidade com um quadro mais grave de saúde e a maioria mora na Brasilândia. Nossa equipe convive com duas realidades, a da recuperação e a do óbito. O maior desafio é tirar o paciente do quadro grave e devolvê-lo ao seio familiar”, afirma.

Segundo o profissional de saúde, o hospital registrou 113 óbitos em 60 dias e 279 pessoas foram curadas. “Tem morrido mais gente por conta da existência de comunidades”, explica. O profissional acrescenta que a taxa de contaminação do vírus ainda deve chegar ao seu pico. “Temos ouvidos de nossos especialistas que até o dia 15 deste mês vamos ter um pico absurdo de contaminação”.

O Hospital Geral da Vila Penteado também tem se reestruturado para acolher os profissionais de saúde que estão na linha de frente da pandemia e que apresentam quadros emocionais mais delicados, que podem desencadear problemas como depressão. Confira a entrevista na íntegra:

#VÍDEO - A arte de Emory Douglas visita o Brasil

Emory Douglas, Ministro da Cultura dos Panteras Negras, esteve no Brasil este ano para apresentar seu trabalho como designer gráfico e ilustrador. Durante sua passagem, o Alma Preta bateu um papo com uma das figuras responsáveis por pensar a identidade gráfica do jornal The Black Phanter, usado pela organização para difundir ideias e debates nas comunidades afro-americanas.

#VÍDEO - O que faz a Ocupação Mauá

A Comunidade Mauá​, localizada ao lado da Estação da Luz no Centro de São Paulo, completou em 2017 dez anos de existência. A ocupação enfrenta uma liminar que determina a reintegração de posse do edifício ocupado pelos moradores. Atualmente 237 famílias vivem no lugar, cerca de 1000 pessoas, sendo 180 delas crianças e pré-adolescentes. Conheça a história da Mauá.

#VÍDEO - O encarceramento em massa no Brasil

O Brasil possui a 4ª maior população carcerário do mundo. Apesar de possuir apenas 384 mil vagas apenas, o país possui 668 mil pessoas presas, com índice de superlotação de 69,2%, segundo levantamento realizado pelo G1 em janeiro deste ano. Além de expor a superlotação e as péssimas condições oferecidas aos detentos, os números expõem a política de encarceramento adotada pelo Estado brasileiro contra as populações periféricas. Estima-se que 61,6% das pessoas presas seja negra (pretas ou pardas). Para Dina Alves e Juliana Borges, as leis de drogas da década passada e a seletividade do sistema judiciário são fatores determinantes para o encarceramento da população negra e periférica do país.

#VÍDEO - Diálogo com Oswaldo de Camargo: a importância da Literatura Negra

Confira a primeira parte da entrevista com o jornalista e escritor Oswaldo de Camargo para o Alma Preta. Da literatura oral à escrita, a produção literária afro-brasileira transformou-se e viu seu público transformar-se. Ainda assim, sua maior característica foi expressar a vivência de negros e negras na sociedade brasileira. Em breve, veja a segunda parte sobre a importância da imprensa negra no Brasil e alguns desdobramentos históricos.