VíDEOS / sbado, 08 de maio de 2021

‘Nosso desafio é tirar o paciente do estado grave e devolvê-lo para família’, diz profissional de saúde da Brasilândia

Hospital-Geral da Vila Penteado atendeu 40% das pessoas que apresentaram quadro grave e morreram em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus na periferia da Zona Norte de São Paulo

Introdução:

Hospital-Geral da Vila Penteado atendeu 40% das pessoas que apresentaram quadro grave e morreram em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus na periferia da Zona Norte de São Paulo

Texto: Nataly Simões | Imagem: YouTube/Alma Preta

Selecionado pela Secretaria Estadual da Saúde no início da pandemia para atender exclusivamente às vítimas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Hospital Geral da Vila Penteado - Dr José Pangella, localizado na Brasilândia, Zona Norte da cidade de São Paulo, precisou se reestruturar para as demandas do bairro mais atingido pelo vírus.

 

Em entrevista ao Alma Preta, o diretor técnico de saúde Carlos Alberto de Castro Soares conta que em maio o hospital atingiu seu nível máximo, com todos os leitos de enfermaria e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ocupados. A unidade atendeu 40% das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 na Brasilândia.

“Os pacientes que temos atendido chegam na unidade com um quadro mais grave de saúde e a maioria mora na Brasilândia. Nossa equipe convive com duas realidades, a da recuperação e a do óbito. O maior desafio é tirar o paciente do quadro grave e devolvê-lo ao seio familiar”, afirma.

Segundo o profissional de saúde, o hospital registrou 113 óbitos em 60 dias e 279 pessoas foram curadas. “Tem morrido mais gente por conta da existência de comunidades”, explica. O profissional acrescenta que a taxa de contaminação do vírus ainda deve chegar ao seu pico. “Temos ouvidos de nossos especialistas que até o dia 15 deste mês vamos ter um pico absurdo de contaminação”.

O Hospital Geral da Vila Penteado também tem se reestruturado para acolher os profissionais de saúde que estão na linha de frente da pandemia e que apresentam quadros emocionais mais delicados, que podem desencadear problemas como depressão. Confira a entrevista na íntegra:

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