sábado, 8 de maio de 2021 VíDEOS /

‘Combate ao racismo é um dos desafios da segurança pública’

Mesmo com a pandemia da Covid-19, número de mortos em ações policiais cresceu em São Paulo; especialistas apontam que o racismo precisa ser combatido para frear violência do Estado

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

Introdução:

Mesmo com a pandemia da Covid-19, número de mortos em ações policiais cresceu em São Paulo; especialistas apontam que o racismo precisa ser combatido para frear violência do Estado

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

O Brasil está próximo de chegar a marca de 100 mil mortes por Covid-19, o novo coronavírus. São Paulo é o estado mais atingido, com mais de 24 mil mortes até o início de agosto.

A doença, que tem causado um pânico global, não é a única a matar no estado paulista. Nos primeiros três meses da pandemia, o número de mortes em ações policiais aumentou consideravelmente na comparação com o mesmo período do ano passado, com 262 óbitos entre março e maio.

 

Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, 76 pessoas foram assassinadas por policiais em março, 116 em abril e 71 em maio. Em abril de 2019, foram 76 mortos, e em maio, 67, totalizando 143 óbitos, 44 a menos que nos dois meses de 2020.

“A maior contradição da segurança pública é o racismo. A gente vive em uma sociedade racista e que nega o racismo, o que se percebe é que se não houver uma pressão dos movimentos sociais, essa questão não é discutida”, destaca Katiara Oliveira, da Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de mortos por policiais em serviço somente em abril é o maior em um mês desde 2006, quando diversos confrontos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) deixaram 137 mortos.

O órgão responsável por fiscalizar os abusos policiais no estado paulista é a Ouvidoria da Polícia, formada por 17 integrantes que atuam com independência dentro da estrutura da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Esses profissionais são responsáveis por administrar queixas sobre o trabalho de 84 mil policiais militares e 12.900 policiais civis em todas as 645 cidades do Estado. A média é de 15 mil registros por ano.

Confira a entrevista completa:

Esta reportagem faz parte do projeto #NoCentroDaPauta, uma realização das iniciativas de comunicação Alma Preta, Desenrola e Não me Enrola, Embarque no Direito, Nós, Mulheres da Periferia, Periferia em Movimento, Preto Império e TV Grajaú, com patrocínio da Fundação Tide Setúbal.

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