QUILOMBO / Sábado, 18 Dezembro 2021 09:00

O mercado de tecnologia também é lugar para negros e negras

Está em curso um movimento que gera grande oportunidade aos negros, mulheres, pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIA+. É hora de mostrarmos os nossos talentos, de usarmos as oportunidades de treinamentos disponibilizadas pelo mercado para reunir informação e nos aperfeiçoarmos no ferramental que dominará as atividades de negócios hoje e daqui para frente

Texto: Jackeline Carvalho | Imagem: Acervo Pessoal

Imagem mostra Jackeline Carvalho, uma mulher negra de pele retinta. Ela está de frente e sorri, veste uma blusa no tom laranja e atrás a um fundo verde.
Introdução:

Está em curso um movimento que gera grande oportunidade aos negros, mulheres, pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIA+. É hora de mostrarmos os nossos talentos, de usarmos as oportunidades de treinamentos disponibilizadas pelo mercado para reunir informação e nos aperfeiçoarmos no ferramental que dominará as atividades de negócios hoje e daqui para frente

Autor:

Texto: Jackeline Carvalho | Imagem: Acervo Pessoal

Fiquei extremamente grata ao receber o convite para colaborar com a Alma Preta Jornalismo. Como jornalista, me especializei nos setores de tecnologia e há anos dedico os meus dias à cobertura das áreas de tecnologia da informação, telecomunicações, internet e segmentos correlatos. Como mulher negra, formada por escola pública em todo o ciclo acadêmico, inclusive a graduação, me sinto lisonjeada de poder colaborar com informação para a virada de mesa do nosso povo.

O foco em negócios, novas tecnologias e políticas públicas, me permite trazer aqui algumas informações e dicas sobre estes mercados, com destaque para as oportunidades profissionais do presente e aquelas que ainda estão por vir.

Com a pandemia, as empresas globais estão selecionando brasileiros para trabalhos remotos, o que só amplia as oportunidades para quem estiver interessado em se preparar para mergulhar no universo digital. Só um parêntese: se considerarmos os números coletados pela Brasscom, uma das entidades empresariais do setor, seriam necessários 420 mil novos trabalhadores especializados em tecnologia entre os anos de 2019 e 2024 para suprir a demanda brasileira, apenas.

Com o avanço da sigla ESG, que trata do envolvimento das empresas com a preservação do meio ambiente, o apoio social e o compromisso com a governança, mais e mais empresas têm apresentado planos de melhoria da equidade entre os seus colaboradores e cobrado os mesmos compromissos de seus fornecedores.

Está em curso um movimento que gera grande oportunidade aos negros, mulheres, pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIA+. É hora de mostrarmos os nossos talentos, de usarmos as oportunidades de treinamentos disponibilizadas pelo mercado para reunir informação e nos aperfeiçoarmos no ferramental que dominará as atividades de negócios hoje e daqui para frente.

Meu papel aqui será divulgar iniciativas de empresas para atrair, formar e contratar profissionais negros, além de responder e buscar informações sobre as questões de tecnologia que geram oportunidades de carreira. A ideia é que esta coluna seja uma prestação de serviços e uma fonte de inspiração para os profissionais e empreendedores negros, além de despertar o interesse do nosso povo para o mercado de tecnologia.

O objetivo é abrir as portas da tecnologia e criar pontes - parafraseando Edu Lyra, fundador e CEO da Gerando Falcões, e um dos profissionais que admiro muito - para mergulharmos juntos neste universo que a cada dia está mais presente no nosso cotidiano. Uma oportunidade para ocuparmos espaço relevante em um setor que remunera muito bem os seus profissionais e que por força da demanda tende a absorver a todos que estiverem bem-preparados. Meu objetivo é que esta viagem pelo mundo digital seja um arsenal de ideias e conquistas para os nossos leitores. Muito prazer!

Fica a dica: TIM quer aumentar participação de mulheres e negros na empresa até 2022

Jackeline Carvalho é fundadora e Publisher do Portal de Notícias IPNews, é formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), possui especialização em Jornalismo Internacional pela PUC-SP e em Jornalismo Econômico pela FEA-USP/Sindicato dos Jornalistas. Jackeline também faz cobertura de eventos nacionais e internacionais de tecnologia e é apresentadora de eventos.

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