CULTURA / Quarta, 22 Setembro 2021 11:32

Terreiro de Mãe Amara celebra 81 anos de iniciação da matriarca

Intitulada “Irantí Atí Odí-Mímo: Memória e Fortalecimento do Sagrado”, ação visa fortalecer os legados ancestrais nagôs deixados pela Iyalorixá por meio de lives e debater mecanismos de combate à intolerância religiosa; programação tem início nesta quarta-feira (22) e segue até dezembro 

Texto: Victor Lacerda I Edição: Lenne Ferreira I Imagem: Divulgação/Virgínia Ramos 

Tradicional Terreiro de Mãe Amara celebra 81 anos de iniciação da matriarca com circuito de lives
Introdução:

Intitulada “Irantí Atí Odí-Mímo: Memória e Fortalecimento do Sagrado”, ação visa fortalecer os legados ancestrais nagôs deixados pela Iyalorixá por meio de lives e debater mecanismos de combate à intolerância religiosa; programação tem início nesta quarta-feira (22) e segue até dezembro 

Texto: Victor Lacerda I Edição: Lenne Ferreira I Imagem: Divulgação/Virgínia Ramos 

O mês de setembro marca uma data importante para o Ilê Obá Aganjú Okoloyá - Terreiro de Mãe Amara, fundado em 1945. A matriarca de Xangô Aganjú, em vida, estaria completando 81 anos de iniciação no candomblé nagô. Em memória e celebração ao legado da ialorixá para a cultura e religiosidade pernambucana, a Yakekerê e filha de Mãe Amara, Maria Helena Sampaio, lança o projeto “Irantí Atí Odí - Mimó, Memória e Fortalecimento do Sagrado”, que promove um circuito de lives com povos de terreiro que tem início nesta quarta-feira (22) e segue até dezembro. 

O projeto visa perpetuar os saberes ancestrais de Mãe Amara e fortalecer a rede dos povos de terreiros a partir de suas histórias e vivências. As lives irão perpassar as trajetórias e narrativas de cada convidado também como instrumento de combate ao machismo, à intolerância religiosa e aos preconceitos nas mais variadas formas em que se apresenta. Todos os diálogos regados à arte e musicalidade ancestral, sempre mediados pela Iyalaxé da casa e neta de Mãe Amara, Helaynne Sampaio. 

“É um momento de fortalecimento entre diversas comunidades de matrizes africana e afro-indígena, respeitando, valorizando, empoderando e exaltando a beleza e riqueza histórica de diversos terreiros e seus legados. Uma partilha que foi pensada anteriormente para ser feita ainda no Tradicional Amalá de Xangô do Terreiro de Mãe Amara, em junho, de forma presencial, mas por conta da pandemia foi reformulado para todos acessarem virtualmente”, afirma a Iyalaxé e mediadora dos encontros. 

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Referência na cultura pernambucana, a matriarca, Mãe Amara de Xangô Aganjú, em vida, estaria completando 81 anos de iniciação no candomblé nagô

O tema que abrirá os caminhos será “Vivências do Sagrado”,  com início marcado por 12 Ilús tocando o ‘Alujá de Xangô’. Durante a live, os participantes irão partilhar suas vivências dentro da religão, destacando também onde suas trajetórias se cruzam ao Terreiro de Mãe Amara, bem como suas vivências e memórias com a Mãe Ancestral. O encontro contará com a presença da Ekedi Sinha, do Terreiro da Casa Branca (BA), além da Yabassé Vera Baroni, da Ajibonã Esther Monteiro e do Ogã Rafael Santos, todos filhos do Terreiro de Mãe Amara. 

As demais lives serão sempre às quartas-feiras - dia de celebrar o orixá Xangô, patrono e orixá que rege a casa - e às 20h. Temas como “A luta em favor das comunidades LGBTQIA+ dentro dos terreiros de candomblé”, “Crianças no axé”, “Musicalidade, terreiro e afoxé” e “O papel dos parlamentares na valorização das comunidades de matriz africana e no combate à intolerância religiosa” darão continuidade a celebração virtual. 

Para acompanhar as lives, datas, horários e convidados, todas as informações serão repassadas via página oficial do Ilê Obá Aganjú Okoloyá - Terreiro de Mãe Amara no Instagram. Confira! 

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