CULTURA / Quinta, 29 Abril 2021 09:49

Série LGBTQIA+, preta e periférica lança campanha para custear a produção

"Amor Natural" conta a história de dois homens que marcam encontro por um aplicativo de relacionamento e acabam ligados  pela poesia e afeto; a obra do artista Kelson Succi, premiado em Cannes por sua participação em "Bluesman", reconhe doações até o dia 5 de maio 

Texto: Victor Lacerda / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Aloysio Araripe

 

 

Série LGBTQIA+, preta e periférica abre campanha para incentivar a produção
Introdução:

"Amor Natural" conta a história de dois homens que marcam encontro por um aplicativo de relacionamento e acabam ligados  pela poesia e afeto; a obra do artista Kelson Succi, premiado em Cannes por sua participação em "Bluesman", reconhe doações até o dia 5 de maio 

Texto: Victor Lacerda / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Aloysio Araripe

 

 

O amor LGBTQIA+, preto e periférico quer ocupar cada vez mais telinhas. Com proposta voltada para plataforma digital, o artista Kelson Succi em parceria com o ator Vinicius Teixeira e a atriz Erica Ribeiro, buscam retratar relações instantâneas e profundas, arte, violência, poesia, futebol, racismo, preconceito, a efemeridade dos relacionamentos pela internet no novo projeto intitulado “Amor Natural”. Dividida em cinco episódios, a série ficcional conta com uma campanha de arrecadação de recursos para a sua realização. 

Premiado no Grande Prêmio de Cannes (2019) por protagonizar o curta-metragem “Bluesman”, do rapper baianao Baco Exu do Blues, Kelson Succi, diante da falta de oportunidades, representatividade e da vontade de protagonizar histórias pretas, escreve, roteiriza e já dirigiu obras. Para o seu mais novo projeto, o ator e dramaturgo carioca pretende abordar o amor moderno e afrofuturista em um cenário que conecta o Complexo do Alemão - onde nasceu - e a Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. 

“De forma artística, poética e quase lírica, “Amor Natural” expõe o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia, que atravessam as relações cotidianas e amorosas. A série chega como uma reinvenção por meio do audiovisual, com novas parcerias e a possibilidade de continuarmos provocando, criando, contando e documentando as nossas histórias”, reflete Succi.

Leia também: Irmãs de Pau: dupla de cantoras reflete sobre sexualização e transfobia

Para realizar a série dentro dos protocolos de segurança necessários por conta da pandemia de covid-19, com qualidade técnica em equipamentos e ajuda de custo para a equipe, é necessário o financiamento coletivo para cobrir despesas de produção, como testes de covid, EPIs, transporte, alimentação, locações, equipamentos, figurino, arte, caracterização, finalização e demais demandas. Para ajudar na arrecadação de recursos,  um crowdfunding no Benfeitoria foi feito. 

O idealizador da obra conta que, apesar dos tempos difíceis, ele acredita que a continuidade da produção artística é essencial para atual momento. “Essencial primeiro para o entretenimento, e também para proporcionar respiro financeiro aos profissionais do setor, que já vinha sofrendo problemas antes da pandemia. No nosso caso, sendo um projeto independente, afirmativo e que envolve história e profissionais LGBTQI+, pretos e periféricos, esse incentivo financeiro é ainda mais precioso”, explica.

Com uma proposta de apresentação via plataforma de vídeos YouTube, a obra audiovisual tem por expectativa alcançar espectadores favelados, pretos, LGBTQIA+, suburbanos e fluminenses, chegando até mesmo em outras periferias pelo Brasil. 

Para saber mais como e quanto ajudar, acesse o link.

Sinopse da trama

Andrei é morador do Complexo do Alemão e Guilherme, morador da Tijuca. Eles se conhecem num aplicativo de relacionamento gay. E o que era para ser apenas uma casualidade, se torna um encontro profundo repleto de identificações, poesia e afeto. Após se conhecerem, eles entendem que estão apaixonados. Porém, os dois precisam lidar com a realidade do mundo, que é diferente da estabelecida entre eles na intimidade.

Leia também: Em álbum de estreia, YOÙN vai do amor à violência urbana e esperança

 Apoie jornalismo preto e livre!

 O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de   financiamento coletivo e de outras ações com apoiadores. 

 Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos   equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor. 

 O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

 Acesse aqui nosso Catarse

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece. Se inscreva e receba nossas notícias toda semana.

VÍDEOS

ileaiyeemsalvador.jpg
juventudeeracismo.jpg
boletim39.jpg
ccsp.jpg