CULTURA / Quarta, 30 Junho 2021 15:11

Selo de Babu Santana lança música de protesto contra corrupção, racismo e violência

Seguindo os trabalhos do selo musical Paizão Records, criado por Babu Santana, “Me Falta Ar” faz referência ao assassinato de George Floyd e chega às plataformas digitais juntamente com o clipe

Texto: Redação | Imagem: Divulgação

Homem apontando arma na música Me Falta Ar
Introdução:

Seguindo os trabalhos do selo musical Paizão Records, criado por Babu Santana, “Me Falta Ar” faz referência ao assassinato de George Floyd e chega às plataformas digitais juntamente com o clipe

Texto: Redação | Imagem: Divulgação

Tema visceral do gênero, a corrupção dos políticos, a opressão do Estado contra minorias sociais como a população negra e o mantimento de um sistema que reproduz uma realidade de exclusão ano após ano são abordagens nada novas nas letras de Rap. Porém, uma vez que o cenário muda muito pouco ou nada, também é corriqueiro vermos novas formas de abordar estas questões, É o que entrega a nova música “Me Falta Ar”, lançada pelo Paizão Records, selo do artista Babu Santana.

Os versos dilaceradores carregados de revolta por parte de Kowl se somam à voz melódica, mas não menos contundente de Manuh Silva. Os dois, que são autores da música, entregam um exemplar da mais alta qualidade do chamado “Rap de protesto”, abordagem clássica do gênero, acrescido de uma roupagem contemporânea proporcionada pelo instrumental estilo Trap de Lacerda, um dos produtores oficiais do selo.

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Da violência policial nas favelas do Rio de Janeiro até o assassinato de George Floyd nos EUA e o movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), “Me Falta Ar” traz em pouco mais de quatro minutos um resumo dos conflitos sociais gerados pelo racismo, o descaso de representantes com o povo e a política antidrogas ineficaz que acumula mortes sem resolver o real problema de segurança pública que existe nos quatro cantos do globo.

O videoclipe que adiciona uma película artística a todos esses embates foi roteirizado e dirigido por Babu Santana, diretor criativo oficial da Paizão Records, com montagem de Plínio Pietro, figurino por Angélica Grativol e produção de Hugo Grativol. Assista:

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