CULTURA / Domingo, 10 Outubro 2021 17:01

Projeto coletivo conta a história da primeira mulher transgênero a ser eleita vereadora na cidade de Piracicaba

O documentário independente ‘Meu nome é Madalena’ tem previsão de lançamento entre dezembro de 2021 e março de 2022; campanha de financiamento para a obra está disponível no Catarse

Texto: Redação | Imagem: Divulgação/Gabriel Albertini

Imagem de divulgação. Na foto, uma figura negra com cabelos trançados fazendo gesto de dança. A figura veste um traje amarelo e sua imagem se mistura com folhas de árvores e flores ao fundo. A imagem faz parte da divulgação do projeto coletivo que conta a história da ex-vereadora Madalena
Introdução:

O documentário independente ‘Meu nome é Madalena’ tem previsão de lançamento entre dezembro de 2021 e março de 2022; campanha de financiamento para a obra está disponível no Catarse

Texto: Redação | Imagem: Divulgação/Gabriel Albertini

O documentário independente Meu nome é Madalena é um projeto coletivo que vai contar a história da primeira mulher transgênero a ser eleita vereadora na cidade de Piracicaba. Devido à sua atuação nas comunidades periféricas por mais de duas décadas, Madalena teve a maior votação do partido nas eleições de 2012. Mulher trans, negra e pobre, foi vítima de inúmeros ataques preconceituosos e ameaças até o seu assassinato brutal em abril de 2021.

A pré-produção do documentário dirigido e roteirizado por Thiago Barros, realizada entre maio e julho deste ano, coletou fotografias e registros em vídeo de depoimentos de Madalena, que serão usados como elemento narrativo principal do filme. Na etapa de produção, foram captadas cenas de três “Personagens Madalena”, representando, através de figurinos e locações diferentes, toda a multiplicidade da ex-vereadora. Também foram realizadas entrevistas com familiares e pessoas amigas, para complementar a história repleta de lutas, mas também de muita alegria. 

A escolha da equipe de profissionais envolvidos na produção levou em consideração a importância da representatividade e da diversidade, características intrínsecas à figura de Madalena. O projeto também incluiu ações dos coletivos Caravana e Furta Cor, de mulheres grafiteiras, e do Coletivo Transitando, de pessoas trans de Piracicaba e região. Trabalhadores independentes e locais também foram chamados para trabalhar no projeto.

A pós-produção tem previsão de início no mês de novembro e englobará a composição e gravação de trilha sonora original e de produção dos recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Para cobrir os custos de produção e garantir os cachês da equipe, a campanha de financiamento coletivo foi lançada em 09/09 e está disponível no site Catarse.

As pessoas podem contribuir com diversas quantias, escolhendo entre as várias opções de recompensas como broches, camisetas, tatuagens e até lenços, acessório que Madalena usava amarrado na cabeça e que se tornou seu símbolo.

Maiores informações podem ser encontradas nas redes sociais do filme.

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