CULTURA / Segunda, 12 Abril 2021 11:57

Mostra fotográfica sobre afeto entre pessoas pretas com inscrições abertas

Idealizado pelos pesquisadores pernambucanos Beatriz Lins e Rafael Nascimento, o 'ELO' quer resgatar memórias afetivase e fortalecer rede de afetos entre pretos (as), indígenas e mestiços (as). Convocatória recebe imagens até o dia 22 deste mês 

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Nappy Stock

Ação cultural abre convocatória para envio de fotos de famílias negras
Introdução:

Idealizado pelos pesquisadores pernambucanos Beatriz Lins e Rafael Nascimento, o 'ELO' quer resgatar memórias afetivase e fortalecer rede de afetos entre pretos (as), indígenas e mestiços (as). Convocatória recebe imagens até o dia 22 deste mês 

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Nappy Stock

O resgate de memórias de famílias negras, indígenas e mestiças será tema central do projeto fotográfico pernambucano ‘ELO’. A ação pretende documentar o afeto entre parentes como fontes históricas e de expressão cultural da população negra. Como forma de seleção das imagens, uma convocatória está aberta e segue até o dia 22 de abril. 

Ao todo, 20 fotografias serão selecionadas em curadoria para compor a exposição multiplataforma, que ficará disponível nas redes sociais do projeto, em outros espaços virtuais a serem definidos e em espaços físicos, a depender dos desdobramentos da pandemia pela COVID-19 na capital. 

De acordo com os realizadores da ação, os pesquisadores, artistas audiovisuais e graduandos em Cinema pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Beatriz Lins e Rafael Nascimento, a ideia é fazer com que, ao falarem de si, as famílias tragam suas subjetividades e narrativas, ressignificando a estigmatização das representações da população negra na mídia hegemônica e em outros espaços. 

“Revisitar essas fotos e memórias, e falar sobre elas com amor, com afeto é uma forma de nos fortalecer também. Vivemos numa sociedade estruturalmente racista, somos agredidos de diversas maneiras e por isso acreditamos que falar de nós e dos nossos com carinho e respeito, principalmente nessa conjuntura que estamos vivendo, é uma maneira de contribuir com a nossa resistência”, explica Beatriz. 

As fotos recebidas poderão ser digitais ou analógicas, sem restrição do tempo em que foram tiradas ou do formato. Cada pessoa pode inscrever apenas uma imagem de sua família e as imagens selecionadas receberão um cachê simbólico no valor de R$ 50 a partir do dia 28 de abril.

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O “Elo” tem incentivo financeiro da Lei Aldir Blanc, viabilizado pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE). As inscrições seguem sendo feitas através do link. Mais informações estão disponíveis na página do Instagram do projeto.

 

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