COTIDIANO / Sexta, 22 Outubro 2021 12:36

Trans negra é filmada enquanto é agredida por homem branco

Após agredir a vítima, criminoso foge em carro e comemora; A vítima, identificada como Luara Silva, presidente da Associação Triângulo Trans+, abriu um boletim de ocorrência na polícia

Texto: Redação | Foto: Reprodução

Trans negra é filmada enquanto é agredida por homem branco
Introdução:

Após agredir a vítima, criminoso foge em carro e comemora; A vítima, identificada como Luara Silva, presidente da Associação Triângulo Trans+, abriu um boletim de ocorrência na polícia

Texto: Redação | Foto: Reprodução

Uma mulher trans negra foi filmada, depois de ser agredida, por um homem branco na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. A vítima, identificada como Luara Silva, estava na rua quando foi abordada pelo agressor, que a derrubou e fugiu em seguida em um carro.

Ao menos cinco pessoas estavam no veículo e toda a agressão foi filmada pelo motorista. O grupo avista Luara quando o agressor decide descer do carro e insinua que estava interessado em um programa sexual. Nesse momento, ele dá uma rasteira na vítima e sai correndo. Dentro do carro, o grupo dá risada e comemora a agressão.

Luara Silva é presidente do Triângulo Trans+, projeto voltado para o apoio e acolhimento de mulheres trans e travestis, e fazia uma ação solidária quando foi agredida. Em nota de repúdio, a entidade repudiou o ato transfóbico e pediu por políticas públicas efetivas para a população LGBTQIA+.

"A Triângulo Trans+, responsável por acolher e orientar grupos de vulnerabilidade LGBTQIA+ e organizadora da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Uberlândia, abomina e repudia qualquer tipo de atitude como em tal circunstância ou parecida. Seja uma ofensa ou agressão É UM ATO GRAVE DE VIOLÊNCIA, é inadequado, incoerente, inapropriado, visando inclusive e principalmente os direitos humanos garantidos desde o nascimento a qualquer ser humano".

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) também se manifestou sobre o caso e prestou solidariedade à vítima.

"O vídeo de agressão gratuita nos traz elementos para compreendermos de o porque somos o país que mais assassina pessoas trans do mundo. Imaginem se ela consegue revidar e se defende. Automaticamente ela seria instada como agressora e ela provavelmente estaria presa.

Toda nossa solidariedade a Luara Silva e que os suspeitos sejam identificados e responsabilizados com o rigor da lei".

A vítima Luara Silva registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal. Segundo a Polícia Civil, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal do município. A identidade dos agressores não foi revelada e, até o momento, ninguém foi preso.

Leia também: Guarda Civil que agrediu mulher trans é afastado do cargo

 Apoie jornalismo preto e livre!

 O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de   financiamento coletivo e de outras ações com apoiadores. 

 Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos   equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor. 

 O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

 Acesse aqui nosso Catarse

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece. Se inscreva e receba nossas notícias toda semana.

VÍDEOS

juventudeeracismo.jpg
boletim39.jpg
ccsp.jpg
umanobetofreitas.jpg