COTIDIANO / Quarta, 28 Julho 2021 16:24

Polícia prende Galo de Luta por incêndio em estátua de Borba Gato

Ao prestarem esclarecimentos sobre a ação que incendiou a estátua do bandeirante, Paulo Lima e a companheira Géssica tiveram a prisão temporária decretada por cinco dias

Texto: Juca Guimarães | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

Introdução:

Ao prestarem esclarecimentos sobre a ação que incendiou a estátua do bandeirante, Paulo Lima e a companheira Géssica tiveram a prisão temporária decretada por cinco dias

Texto: Juca Guimarães | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

O ativista Paulo Lima, de 31 anos, conhecido como Galo de Luta, foi preso temporariamente, por cinco dias, no começo da tarde desta quarta-feira (28). O líder do movimento de entregadores antifascistas de São Paulo havia ido até a 11º DP, em Santo Amaro, na Zona Sul, prestar esclarecimentos sobre o protesto contra a estátua do bandeirante Borba Gato. No local a prisão foi decretada.

No sábado (24) cerca de 50 pessoas empilharam dezenas de pneus e atearam fogo na estátua de aproximadamente 13 metros de altura, inaugurada nos anos 60. Também foi estendida uma faixa com a frase “Revolução Periférica”, nome de um movimento social existente na cidade e do qual Galo também faz parte.

Segundo informações do site Jornalistas Livres, além de Galo, o ativista antirracista Danilo Biu, da Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians, também foi até a delegacia para prestar esclarecimentos, pois faz parte do movimento Revolução Periférica.

A companheira de Galo, Géssica, também foi presa, de forma temporária, por cinco dias. A justificativa é de que o celular que a polícia investiga como o aparelho usado para organizar o ato estaria no nome dela. Ocasal tem uma filha de três anos.

Em nota publicada no Instagram, pelos advogados de Galo, o ativista comentou o protesto. “Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres", diz a publicação.

Segundo a nota da defesa de Galo, a companheira do ativista não participou do protesto do sábado e nem teve envolvimento direto com o incêndio da estátua. Logo após a confirmação da prisão do casal, milhares de manifestações de apoio e pedidos de liberdade começaram a ser compartilhadas nas redes sociais.

Procurada pela Alma Preta Jornalismo, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirmou que "a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão temporária dos dois investigados, que foi deferida e cumprida. O casal se apresentou na delegacia e permaneceu detido. As investigações prosseguem para identificar e localizar outros autores".

Texto atualizado às 11h35 de 29 de julho de 2021 para inclusão da resposta da SSP.

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