COTIDIANO / Sábado, 02 Outubro 2021 14:59

No Recife, manifestantes vão às ruas contra o governo Bolsonaro

Concentração saiu da Praça do Derby por volta das 10h30 deste sábado (2); protestos pedem o impeachment do presidente, mais empregos e vacinas contra a Covid-19

Texto: Victor Lacerda | Edição: Nadine Nascimento | Imagem: Débora Oliveira

Mulher negra usa máscara "Fora Bolsonaro"
Introdução:

Concentração saiu da Praça do Derby por volta das 10h30 deste sábado (2); protestos pedem o impeachment do presidente, mais empregos e vacinas contra a Covid-19

Texto: Victor Lacerda | Edição: Nadine Nascimento | Imagem: Débora Oliveira

No Recife, um protesto contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) teve início por volta das 9h deste sábado (2), na Praça do Derby. Com faixas e cartazes que pediam o impeachment do presidente, os manifestantes também cobraram mais empregos e vacinas contra a Covid-19, além de comida para a população. 

A manifestação também foi contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, da chamada reforma administrativa. O ato foi convocado por movimentos sociais, movimentos estudantis, partidos políticos, centrais sindicais e associações indígenas. Após a concentração, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do centro da capital pernambucana, por volta das 10h30. 

Para Dani Portela, vereadora mais votada do Recife nas últimas eleições, os atos denunciam a crise socioeconômica que o país atravessa. “Todos nós nos assustamos com a cena de pessoas atrás de ossos essa semana. Se a gente quer derrotar o racismo, que é estrutural, não tem como não falarmos sobre o pedido de Fora Bolsonaro!”, afirma a parlamentar.  
 

Os manifestantes ainda criticaram a negligência do governo no combate à Covid-19, citando, por exemplo, as falas negacionistas de seus representantes, bem como as recentes declarações internacionais do presidente, que não correspondem com a vivência atual da população brasileira. 

Organizações e sindicatos prometem não cessar as manifestações enquanto a postura do governo for a mesma. "Para a militância, não adianta falas públicas se a postura, na prática, não muda. Não há saída senão o confronto”, encerra Clara Maria, manifestante presente. 

Por volta das 12h20, os protestantes chegaram à Avenida Guararapes. O ato teve como destino final a Praça do Carmo, onde aconteceu a dispersão dos participantes, às 13h.

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