COTIDIANO / Sábado, 03 Abril 2021 17:09

Maria Beatriz Nascimento pode ganhar título de doutora honoris causa pela UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro criou uma comissão para fundamentar o pedido do título de doutora honoris para a historiadora, intelectual e ativista

Texto: Redação | Imagem: Reprodução

Maria Beatriz Nascimento pode ganhar título de doutora honoris pela UFRJ
Introdução:

A Universidade Federal do Rio de Janeiro criou uma comissão para fundamentar o pedido do título de doutora honoris para a historiadora, intelectual e ativista

Texto: Redação | Imagem: Reprodução

A Universidade Federal do Rio de Janeiro aprovou na congregação da Escola de Comunicação (ECO) uma comissão para fundamentar o pedido de conferência do título de doutora honoris causa à intelectual, ativista e historiadora, Maria Beatriz Nascimento. O pedido será encaminhado ao Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CONSUNI).
A comissão formada é composta pelos professores Muniz Sodré de Araújo Cabral, Ana Lúcia Nunes de Sousa, Maria de Fátima Lima Santos, Vinicios Kabral Ribeiro, todos da instituição, e pelo membro externo Alecsandro José Prudêncio Ratts do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás. Ainda não há previsão de quando o título de doutora honoris causa será dado para Beatriz Nascimento.


A homenageada
Maria Beatriz Ribeiro nasceu em Aracaju em 1942, filha da dona de casa Rubina Pereira do Nascimento e do pedreiro Francisco Xavier do Nascimento. Oitava filha do casal e com outros 9 irmãos, migrou para o subúrbio do Rio de Janeiro em 1949, no bairro Cordovil. Aos 28 anos, Beatriz é aprovada para o vestibular do curso de História na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde concluiu os seus estudos em 1971.
Ao longo de sua trajetória, uniu a militância junto de sua vida acadêmica e participou de movimentos sociais negros organizados, sendo um deles o Movimento Negro Unificado (MNU). Enquanto pesquisadora, dedicou-se durante duas décadas à formação de quilombos no Brasil e sobre a temática racial no país. Junto de outros teóricos do seu tempo como Lélia Gonzalez e Hamilton Cardoso, trabalhou para que a temática étnica-racial ganhasse visibilidade social na academia.
Foi assassinada em 1995 ao defender sua amiga que tinha um companheiro violento, deixando projetos interrompidos mas com um grande legado, que é reconhecido até hoje e fez com que fosse indicada a honraria de professora doutora honoris causa.
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