COTIDIANO / Segunda, 09 Agosto 2021 13:55

Programa de estágio do Google tem vagas exclusivas para negros

Lançado em 2019, o programa foi ampliado e agora, além de buscar por talentos na Grande São Paulo, também selecionará estagiários para atuar no Centro de Engenharia do Google em Belo Horizonte

Texto: Redação | Crédito: Reprodução

 

Programa de inclusão de jovens negros
Introdução:

Lançado em 2019, o programa foi ampliado e agora, além de buscar por talentos na Grande São Paulo, também selecionará estagiários para atuar no Centro de Engenharia do Google em Belo Horizonte

Texto: Redação | Crédito: Reprodução

 

Ao levar em consideração que as áreas de tecnologia são compostas majoritariamente por homens brancos, empresas se mobilizam em busca de maior equidade racial no setor. O Programa de estágio Next Step da Google é um exemplo disso e, desde a primeira edição em 2019, não exige fluência em inglês, por exemplo, já que ter um segundo idioma no currículo pode ser uma das barreiras para profissionais negros. 

A pesquisa #QuemCodaBR, feita em parceria por PretaLab e ThoughtWorks, mostra como se dá a sub-representação de gênero e raça no mercado de tecnologia. O estudo sobre raça de profissionais de grandes empresas de tecnologia constatou que atualmente 36,9% são pessoas pretas ou pardas. Os homens são 68,3% dos profissionais da área.

Em 2020, 8,8% das pessoas contratadas pela Google nos Estados Unidos pertenciam ao grupo Black+, o maior contingente da lista de novos funcionários. Esse mesmo grupo foi o que mais pediu demissão. As mulheres negras encabeçavam a lista, assim como eram os maiores alvos de atritos dentro das empresas. 

Berthier Ribeiro-Neto, diretor do Centro de Engenharia do Google na América Latina, considera a inclusão das vagas de Engenharia de Software no programa um passo importante para derrubar barreiras de acesso ao mercado de tecnologia. "Sabemos que há uma sub-representação histórica de pessoas negras na área de Engenharia de Software e queremos que essa realidade mude. Por isso, também vamos contar no nosso Centro de Engenharia em Belo Horizonte com uma estrutura que ofereça as ferramentas necessárias para que os estagiários se desenvolvam e consigam construir e gerenciar suas carreiras no mercado de tecnologia", diz o executivo. "Acreditamos que promover a representação racial é também o caminho que nos levará a criar produtos melhores e mais diversos", completa.

Next Step 2021

Na primeira etapa, será feita uma seleção de perfil com base nos pré-requisitos do programa. Em seguida, os candidatos serão convidados para eventos informativos e focados em desenvolvimento que, nesta edição, acontecerá virtualmente devido às restrições causadas pela pandemia.

Neste segundo momento, os estudantes serão apresentados à Cultura Google, conhecerão o dia a dia da empresa e terão mais detalhes sobre os atributos avaliados durante as entrevistas. Os candidatos selecionados após a revisão do formulário e currículo também poderão passar por uma simulação de entrevista com colaboradores do Google, com o objetivo de prepará-los para a etapa final de entrevistas com as equipes.

Para as vagas de Negócios, na sede da capital paulista, as inscrições já estão abertas por meio da consultoria externa Empodera e devem ser feitas até dia 30 de agosto. Em Belo Horizonte, para as vagas de Engenharia de Software, a abertura do processo está prevista para o início de setembro, através da plataforma Olabi.

Mais informações no post sobre o programa no blog do Google Brasil.

Outras oportunidades voltadas para mulheres negras na tecnologia: 

UX Para Minas Pretas: A UX para Minas Pretas é uma iniciativa que visa capacitar mulheres negras para democratizar o acesso ao mercado de user experience.

Vai na Web: O Vai na Web é uma rede de alta tecnologia e impacto social. Sua missão é reduzir as desigualdades sociais através da capacitação e do desenvolvimento da força de trabalho de jovens pretos e periféricos.

PretaLab: A PretaLab é uma iniciativa do Olabi com foco em estimular a inclusão de meninas e mulheres negras e indígenas no universo das novas tecnologias.

Leia também:Startup de inteligência de dados valoriza mulheres negras no mercado de tecnologia

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