COTIDIANO / Terça, 16 Novembro 2021 16:04

Genocídio da população negra é tema de sessão na Câmara de Salvador

Encontro alerta sobre dados alarmantes da violência contra a população negra da Bahia; Sessão é organizada pela mandata coletiva Pretas por Salvador e pelo Instituto Odara

Texto: Redação | Foto: Divulgação/Instituto Odara

Genocídio da população negra é tema de sessão na Câmara de Salvador
Introdução:

Encontro alerta sobre dados alarmantes da violência contra a população negra da Bahia; Sessão é organizada pela mandata coletiva Pretas por Salvador e pelo Instituto Odara

Texto: Redação | Foto: Divulgação/Instituto Odara

Com realização da mandata Coletiva Pretas por Salvador, junto com o Instituto Odara, a Câmara Municipal de Salvador realiza, nesta quarta-feira (17), uma sessão especial com foco nas discussões sobre a violência e o genocídio contra a população negra da Bahia. A audiência acontece às 10h, com transmissão simultânea pelos canais do Instituto Odara. (Youtube, Facebook, Instagram)

A sessão especial visa alertar para os números da letalidade policial contra a população negra. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2020, 100% das vítimas assassinadas pela polícia em Salvador eram homens negros. De acordo com o Atlas da Violência, as mulheres negras também são as maiores vítimas da violência: 66% do total de mulheres assassinadas no Brasil em 2019 foram negras. Os homens representaram 77% das vítimas de homicídios.

Leia também: Homem negro é o perfil de 100% dos mortos pela polícia em Salvador

Para a coordenadora executiva do Instituto Odara, Naiara Leite, é preciso que parlamentares negras levantem discussões em defesa da vida das pessoas negras dentro dos espaços de poder.

“É urgente que os espaços oficiais de decisão de Salvador e da Bahia tratem das questões da violência sistêmica contra pessoas negras. E percebemos que essas pautas só ganham espaço quando nós, mulheres negras, pautamos”.

A iniciativa coletiva é feita pelas co-vereadoras Laina Crisóstomo, Gleide Davis e Cleide Coutinho, e pelo projeto “Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar” – que há 6 anos é desenvolvido pelo Instituto Odara, em parceria com o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), a Associação Artístico Cultural Odeart e o Grupo de Mulheres na Luta, em três comunidades da Periferia de Salvador (Nordeste de Amaralina, Cabula e Península de Itapagipe).

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