COTIDIANO / Segunda, 23 Agosto 2021 08:53

Processado por mortes de homens negros, Atakarejo contrata empresa para combater racismo

Rede de supermercado se tornou alvo de investigação pelas mortes de Bruno e Yan Barros, entregues por funcionários a traficantes após furto de carne

Texto: Redação | Foto: Divulgação/Atakarejo

Introdução:

Rede de supermercado se tornou alvo de investigação pelas mortes de Bruno e Yan Barros, entregues por funcionários a traficantes após furto de carne

Texto: Redação | Foto: Divulgação/Atakarejo

Após quase quatro meses da morte de Bruno e Yan Barros, o Atakadão Atakarejo anunciou a contratação do Instituto de Identidades do Brasil para coordenar ações de combate ao racismo estrutural. Funcionários da rede Atakarejo do bairro de Amaralina, em Salvador, se tornaram alvos de investigação após entregarem tio e sobrinho para traficantes locais devido a um furto de carne.

Em nota, o Atakarejo informou que o programa "Inklusão - Agir para transformar" tem como foco o desenvolvimento e aprimoramento de projetos internos e externos na área da diversidade. A primeira fase do programa será voltada para o enfrentamento ao racismo estrutural, que vai contar com a consultoria do Instituto de Identidades do Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a promoção da igualdade racial no mercado de trabalho.

No início do mês, a Defensoria Pública da Bahia entrou com uma ação na Justiça com pedido de R$ 200 milhões em indenização por dano moral, social e coletivo causados à população negra baiana com a morte de Bruno e Yan Barros. Os corpos das vítimas foram encontrados no dia 26 de abril com marcas de tortura e tiros. Na ação, a Defensoria aponta que a verba será destinada para ações de políticas de proteção e prevenção através de um fundo estadual de combate ao racismo.

“A ACP busca a reparação do rebaixamento do patrimônio moral de toda população negra exposta às práticas racistas que levaram à execução de Yan e Bruno”, disse o defensor público Rafael do Couto Soares, integrante do Grupo de Trabalho de Igualdade Racial, que ajuizou a ação junto com a coordenação da Especializada de Proteção aos Direitos Humanos da Defensoria.

A Defensoria também solicitou alguns pedidos para a empresa, como a realização de treinamentos periódicos de funcionários para o tratamento não discriminatório, de 06 (seis) em 06 meses, além da criação de um programa exclusivo de estágio para pessoas negras.

Onze dos 13 suspeitos de envolvimento no crime, incluindo funcionários e supostos traficantes, já tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Leia também: Ministério Público da BA divulga imagens de tio e sobrinho entregues a traficantes para morrer

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