Ativistas trans ampliam o debate contra a transfobia dentro e fora da Internet

Em todo o Brasil, perfis de ativistas trans pautam questões de combate à transfobia e produzem um conteúdo que tem o alcance ampliado pelos seguidores

Texto: Roberta Camargo | Edição: Lenne Ferreira | Imagem: Reprodução /Instagram

Entender lugar de fala como um canal que permite novos aprendizados sobre as plurivivências de pessoas trans pode ser um caminho para combater a transfobia. Neste dia Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais, a Agência Alma Preta apresenta uma pequena mostra de um universo de ativistas, artistas e influenciadores negras e negros que têm pautado à discussão direitos para a população trans dentro e fora das redes sociais. 

A data foi criada em 2004, depois da participação de ativistas transgêneros numa campanha contra a transfobia, no Congresso Nacional. Na ocasião, foi lançada a primeira campanha contra transfobia no Brasil, que aparece no topo do ranking entre os países mais matam pessoas trans do mundo.

Conhecer mais sobre está realidade é uma forma de compreender as principais bandeiras e lutas de grupos que têm sido historicamente marginalizados e violentados.  Acompanhar o conteúdo produzido por pessoas trans, conhecer e consumir seus trabalhos, carreiras e, principalmente, a narrativa que estão construindo é sobre ampliar suas vozes e ciências.  Abaixo, listamos alguns perfis de quem tem usado a internet como ferramenta para elucidar e combater este tipo de violência.

Stefan Costa, bacharel em direito e produtor de conteúdo

Sher Machado, estudante da licenciatura em Física, streamer, YouTuber e secretária geral do Projeto de Capacitação Profissionalizante e Empreendedorismo para pessoas Trans do RJ

Michelly Longo, colunista da EZATAMAG, autora do perfil @empoderamentomulhertrans e produtora de conteúdo

Linn da quebrada, atriz, cantora e compositora brasileira

Maria Clara Araújo, pedagoga e assessora parlamentar

Théo Souza, produtor de conteúdo, e autor do @portaltransbr

Liniker, atriz, cantora e compositora

Le Cardenuto, produtor de conteúdo 

Giovanna Heliodoro, comunicadora, historiadora, pesquisadora e produtora de conteúdo

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

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