COTIDIANO / Sexta, 06 Agosto 2021 12:05

Defesa de Paulo Galo tem acesso bloqueado ao principal processo contra o ativista

A investigação sobre as circunstâncias e os envolvidos no protesto do dia 24 de julho, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi dividida em dois processos: um principal e um apenso, espécie de anexo do processo

Texto: Juca Guimarães e Pedro Borges I Edição: Nataly Simões I Imagem: Reprodução/Redes sociais

Montagem mostra o ativista Paulo Galo e a estátua de Borba Gato em chamas
Introdução:

A investigação sobre as circunstâncias e os envolvidos no protesto do dia 24 de julho, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi dividida em dois processos: um principal e um apenso, espécie de anexo do processo

Texto: Juca Guimarães e Pedro Borges I Edição: Nataly Simões I Imagem: Reprodução/Redes sociais

Os advogados responsáveis pela defesa do ativista Paulo Lima, o Galo, preso desde a semana passada, afirmam que tiveram o acesso bloqueado ao processo principal de investigação do caso , o que dificulta a elaboração de uma estratégia de defesa e acompanhamento.

A investigação sobre as circunstâncias e os envolvidos no protesto do dia 24 de julho, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi dividida em dois processos: um principal e um apenso, espécie de anexo do processo. Os advogados do Galo contam que, desde ontem (5), à noite, só conseguem acessar o apenso. A consulta ao andamento do processo era feita por meio digital no site do Tribunal de Justiça.

“O processo principal tem todas as informações do processo, tudo que já foi investigado e as provas que a polícia apresentou à Justiça. Quando não se dá acesso à defesa ao processo é uma tentativa de esconder o que está sendo feito. Com isso, não sabemos se foi expedido o alvará de soltura ou se a prisão preventiva foi decretada”, explica o advogado André Lozano.

A defesa do entregador de aplicativo, que também é membro do movimento social ‘Entregadores Antifascistas’, conseguiu um habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça), na tarde de ontem. No habeas corpus, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), destacou a ilegalidade da prisão temporária do ativista.

Segundo Dantas, Galo assumiu que praticou o ato, tem residência fixa e emprego, além disso, se apresentou livremente para depor sobre o caso.  A prisão temporária foi decretada, segundo a defesa, quando Galo já estava dentro do 11º Distrito Policial para prestar depoimento, no dia 28 de julho.

Ainda na quinta-feira (5), poucas horas depois do habeas corpus do STJ, o delegado responsável pelo caso, Deglair Barcellos Júnior, pediu a prisão preventiva do entregador, que continuou preso na carceragem da 11ª DP.

A Alma Preta Jornalismo entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e o Tribunal de Justiça de São Paulo para saber porque a defesa de Galo perdeu o acesso à íntegra da investigação contra ele. Até o momento não houve resposta.

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