COTIDIANO / Sexta, 26 Fevereiro 2021 18:01

Ex PM e GCM acusados de participar da Chacina de Osasco são absolvidos

Victor Cristilder Silva dos Santos e Sérgio Maranhã já tinham sido condenados pela maior chacina do estado de São Paulo; a defesa dos agentes de segurança pública recorreu e a justiça decidiu hoje pela absolvição

Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Imagem: Tribunal de Justiça de São Paulo

chacina
Introdução:

Victor Cristilder Silva dos Santos e Sérgio Maranhã já tinham sido condenados pela maior chacina do estado de São Paulo; a defesa dos agentes de segurança pública recorreu e a justiça decidiu hoje pela absolvição

Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Imagem: Tribunal de Justiça de São Paulo

O ex-cabo da PM Victor Cristilder Silva dos Santos,conhecido como Boy, e o Guarda Civil Metropolitano, Sérgio Maranhã, foram absolvidos nesta sexta-feira (26) da acusação de participar da maior chacina do Estado de São Paulo, conhecida como Chacina de Osasco. A dupla já tinha sido julgada e condenada anteriormente a mais de 220 anos de prisão, mas a defesa conseguiu anular o julgamento no Tribunal de Justiça em julho de 2019.

A chacina aconteceu em agosto de 2005 e, segundo a acusação do Ministério Público, os autores de 23 mortes foram agentes das forças de Segurança Pública integrantes de um grupo de extermínio. As vítimas eram moradores de periferias e a maioria trabalhava como mecânico, pedreiro e conferente, outros eram estudantes. A vítima mais nova tinha 14 anos.

No dia 8 de agosto, na segunda-feira, usando capuzes para que não fossem identificados, membros do grupo mataram seis pessoas em Itapevi, Osasco e Carapicuíba. Cinco dias depois, em 13 de agosto, num sábado, o grupo matou mais 17 pessoas em Osasco e Barueri. Todas as execuções foram em cidades da região metropolitana de São Paulo. Os assassinatos  aconteceram em bares e ruas. Algumas das mortes foram filmadas.

Todo o trabalho do Ministério Público, que verificou imagens de câmeras de seguranças, aponta que a quadrilha responsável pelas mortes no dia 17 de agosto era formada pelo soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Victor Cristilder Silva dos Santos, da Força Tática, e Thiago Barbosa Henklain, de um batalhão da PM, além de Sergio Maranhã, do Grupo de Intervenções Táticas Estratégicas (Gite) da Guarda Civil de Barueri.

As vítimas identificadas pela polícia são: Michael do Amaral Ribeiro, Rodrigo Maximo de Souza, Lucas Roberto de Souza, Aldiberto Araújo dos Santos, Diego, Siqueira Pereira, Rafael da Silva Santos, Jonas dos Santos Soares, Igor Silva Oliveira, Rodrigo Lima da Silva, Fernando Luiz de Paula, Eduardo Oliveira dos Santos, Thiago Marcos Damas, Leandro Pereira Assunção, Antônio Neves Neto, Tiago Teixeira de Souza, Adalberto Brito da Costa, Manoel dos Santos, Rafael Nunes de Oliveira, Letícia Vieira Hillebrand da Silva, Deivison Lopes Ferreira, Wilker Thiago Correa Osório, Jailton Vieira da Silva e Joseval Amaral da Silva.

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