COTIDIANO / Segunda, 22 Novembro 2021 14:38

Chacina do Complexo do Salgueiro: nove corpos são encontrados

Chacina ocorreu durante ação do BOPE no complexo do Salgueiro, no sábado e no domingo, após morte de policial. Segundo os moradores, havia sinal de tortura nos corpos

Texto: Redação I Imagem: Reprodução TV Globo

corpos colocados no chão após chacina no Rio
Introdução:

Chacina ocorreu durante ação do BOPE no complexo do Salgueiro, no sábado e no domingo, após morte de policial. Segundo os moradores, havia sinal de tortura nos corpos

Texto: Redação I Imagem: Reprodução TV Globo

Em um mangue do complexo de favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foram encontrados corpos de pessoas mortas a tiros e com marcas de tortura. As nove vítimas vão somar na estatística de 128 mortos em chacinas promovidas por agentes do Estado, apenas entre janeiro e outubro desde ano, segundo a Rede de Observatórios de Segurança. Ao todo, foram 38 chacinas no Rio de Janeiro até outubro, sendo que 27 delas foram praticadas por policiais.

Essas nove mortes teriam acontecido durante ações do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em favelas do bairro das Palmeiras, no último final de semana. Um policial de 38 anos que fazia patrulhamento na região foi morto no sábado à noite. A área do suposto confronto, de acordo com a polícia, é de difícil acesso, por conta do mangue e das matas, e as trocas de tiros teriam acontecido no sábado e no domingo. Uma bala perdida atingiu o braço esquerdo de uma idosa de 71 anos, na manhã do domingo.

De acordo com o site G1, até o começo da tarde desta segunda-feira (22), seis dos nove corpos tinham sido identificados. São Gonçalo é uma cidade que fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, a 15 km da capital.

Outros corpos ainda podem estar nas matas e nos mangues do complexo do Salgueiro. Das seis vítimas identificadas na chacina, uma não tinha antecedentes criminais. Os próprios moradores do entorno retiraram os corpos de dentro do mangue e colocaram eles enfileirados, cobertos por lençóis, em um terreno vazio no bairro.

O tenente-coronel André Blaz, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, contou que houve confronto “intenso” entre os polícias e pessoas armadas. De acordo com o porta-voz, criminosos usavam as escolas da região como base para o tráfico de drogas. Sobre as denúncias de tortura e chacina, o porta-voz afirmou que essas conclusões só poderão ser feitas após os exames periciais nos corpos.

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