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COTIDIANO / Sexta, 30 Julho 2021 13:53

Com respeito ao território, Alma Preta amplia sua cobertura e chega à Bahia

Live de lançamento "Descolonizando a Comunicação" aconteceu na Casa Mar, em Salvador, e contou com participação de produtores de conteúdo locais e performances artísticas

Texto: Dindara Ribeiro | Edição: Nataly Simões | Foto: Iago Augusto/Alma Preta

Convidados para o lançamento da Alma Preta em Salvador
Introdução:

Live de lançamento "Descolonizando a Comunicação" aconteceu na Casa Mar, em Salvador, e contou com participação de produtores de conteúdo locais e performances artísticas

Texto: Dindara Ribeiro | Edição: Nataly Simões | Foto: Iago Augusto/Alma Preta

"Laroyê!". Foi com a saudação a Exú que a multiartista e hair stylist Negra Jhô fez uma performance para abrir os caminhos de chegada da Alma Preta Jornalismo na Bahia. Às margens do Rio Vermelho, na Casa Mar, a live de lançamento na noite de quinta-feira (29) teve como tema "Descolonizando a Comunicação" e contou com convidados especiais que falaram sobre as suas vivências como corpos pretos dentro dos espaços de comunicação, sobre empreendedorismo preto e a valorização da produção de conteúdo para a população negra.

Com respeito ao território e aos profissionais que já produzem comunicação negra na Bahia, a apresentadora e editora do núcleo Nordeste da agência, Lenne Ferreira, conversou com as jornalistas Val Benvindo: mulher preta, de terreiro, produtora e apresentadora do quadro "Meu Nome é Val", no programa Band Mulher Bahia; e Jamile Menezes, pioneira na produção de conteúdo cultural da comunidade negra de Salvador através do portal de notícias Soteropreta, que surgiu a partir da necessidade de divulgar a cultura negra local que não estava presente nos canais da mídia tradicional.

"Uma das coisas que me pautaram era ter um espaço onde a população negra, os fazedores de cultura, profissionais da cultura negros e negras pudessem ser vistos e pudessem ser vistos de uma forma bonita", disse Jamile durante a live.

Um dos fundadores e editor chefe da agência, Pedro Borges, também foi um dos convidados do primeiro bloco e relembrou as referências que fizeram e fazem parte dos seis anos de criação da Alma Preta e como a descolonização da comunicação proporciona novos olhares para espaços sociais, culturais e políticos que não antes não eram vistos.

"Nós temos elementos políticos, culturais, religiosos para que a gente consiga construir uma outra sociabilidade no nosso dia-a-dia. Acho que isso também é um papel do jornalismo para que a gente consiga estimular esse sonho, essa reflexão, esse desejo, esse levantar da cama todo dia sabendo da dureza do dia-a-dia, das dores do dia-a-dia, mas sabendo também das belezas que o nosso povo constrói, daquilo que a gente escreve, daquilo que a gente sonha e deseja".

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Em um papo mais voltado para empreendedorismo e fortalecimento da economia preta, compuseram a lista de convidados e convidadas: Elaine Silva, a sócia diretora da Alma Preta e co-fundadora da Black Adnet, rede que reúne e fornece suporte para 26 coletivos e veículos de comunicação voltados para a comunidade negra; Yago Rodrigues, coordenador audiovisual da agência e apresentador do Podcast Papo Preto; e Tamila dos Santos, fundadora da Afro Impacto, empresa de impulsionamento de negócios para pessoas pretas em Salvador.

"Muitas vezes, pessoas negras começam a empreender em uma linha do que a gente chama de necessidade, que é quando você não tem nenhuma outra perspectiva a não ser empreender [...] A gente trabalha nessa linha de representatividade fazendo com que pessoas negras tenham acesso a cursos acessíveis, com uma linguagem acessível, com referências pretas que empreendem para que a gente consiga fortalecer esses negócios e fazer com que eles sejam, de fato, sustentáveis", destacou Tamila sobre uma das propostas da Afro Impacto.

Completando as boas-vindas da Alma Preta, o encerramento da live foi comandado pela poeta, escritora e ativista Jam San'kofa, de Salvador; pelo rapper baiano Lucas Kintê, e o poeta paulista Akins Kintê, que cantaram e contaram as suas escrevivências, suas marcas e pegadas como corpos pretos.

Assista a live completa abaixo:

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