COTIDIANO / Segunda, 18 Outubro 2021 15:33

Famílias reviram caminhão de lixo em busca de comida no Ceará

Homens e mulheres reviram um caminhão de lixo para recolher alimentos em área nobre de Fortaleza (CE); momento foi registrado por um motorista de aplicativo e gerou comoção nacional

Texto: Redação | Foto: Reprodução

Com aumento da fome, famílias reviram caminhão de lixo em busca de comida
Introdução:

Homens e mulheres reviram um caminhão de lixo para recolher alimentos em área nobre de Fortaleza (CE); momento foi registrado por um motorista de aplicativo e gerou comoção nacional

Texto: Redação | Foto: Reprodução

A chegada da pandemia da Covid-19 escancarou inúmeras desigualdades sociais no Brasil e colocou uma parcela da população em situção de vulnerabilidade alimentar. Um vídeo que circula nas redes mostra o momento em que cearenses se reúnem para recolher alimentos em um caminhão de lixo próximo a um supermercado no bairro Cocó, área nobre de Fortaleza. Nas imagens, é possível ver homens e mulheres com sacolas revirando os sacos de lixo em busca de comida.

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O vídeo foi gravado por um motorista por aplicativo que passava pelo local. Recentemente, uma imagem semelhante com pessoas coletando ossos de carne em uma caçamba de descarte em São Paulo chamou atenção para a chamada "epidemia" da fome no Brasil.

Nas redes sociais, internautas e figuras públicas levantam a urgência em adotar políticas públicas para garantir um dos direitos básicos da população: a alimentação. Estima-se que 19,1 milhões de brasileiros não têm o que comer, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). A insegurança alimentar também atinge lares específicos, sobretudo de famílias negras lideradas por mulheres das regiões Norte e Nordeste do país.

Sobre o cenário da fome, o presidente Jair Bolsonaro chegou a ironizar o aumento do preço dos alimentos, como o feijão, e fez uma comparação com a compra de fuzil.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. O povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: 'ah, tem que comprar é feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, disse o presidente.

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