COTIDIANO / Quinta, 13 Mai 2021 22:30

Ato pelo fim do genocídio e contra governo Bolsonaro encerra o 13 de maio

“A história do movimento negro é na rua”, atribui vereadora ao desfecho do dia marcado por manifestações em todo o país

Texto: Pedro Borges e Roberta Camargo | Edição: Nataly Simões | Fotos: Pedro Borges

Introdução:

“A história do movimento negro é na rua”, atribui vereadora ao desfecho do dia marcado por manifestações em todo o país

Texto: Pedro Borges e Roberta Camargo | Edição: Nataly Simões | Fotos: Pedro Borges

Cerca de 4 mil pessoas participaram do ato convocado pela Coalizão Negra por Direitos neste 13 de maio, em São Paulo. Os manifestantes pediram pelo fim da violência policial e se posicionaram, mais uma vez, contra o governo de Jair Bolsonaro. De forma pacífica, o protesto seguiu da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, na região central. Policiais militares acompanharam a manifestação e filmaram boa parte do trajeto feito por artistas, militantes e lideranças políticas.

A co-vereadora Elaine Mineiro, do Quilombo Periférico do PSOL, reforça que as manifestações realizadas não só na capital paulista como em todo o Brasil são resultado da atuação do movimento negro nos últimos anos.  Os atos lembraram também as vítimas da chacina do Jacarezinho, ocorrida na semana passada no Rio de Janeiro.

“A Coalizão Negra por Direitos é a vanguarda na luta e na resistência do povo preto.  Nossa história no movimento negro foi o que nos trouxe até aqui”, afirma a parlamentar.

Atenta às perspectivas para o futuro da população negra, Elaine diz que a união proposta pelos movimentos negros é fundamental para mostrar a força e a resistência que o povo negro tem. “Se a gente vai ser a vanguarda e vai puxar um movimento contra um governo genocida, isso também é resultado da luta que o povo negro sempre travou na rua”, considera. 

encerramento ato 02

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Desde o início da pandemia, em 2020, o povo negro enfrenta novos inimigos no Brasil, como a Covid-19 e o aumento da fome. Hoje, durante o ato contra o genocídio em São Paulo, os manifestantes lembraram quem mais ameaça a população negra no país.

“Acredito que o maior vírus que a gente tem hoje no Brasil se chama Jair Bolsonaro”, disparou o músico Evandro Fióti, sócio-fundador da Lab Fantasma. O artista considera o contexto político e institucional vivido no Brasil extremamente delicado. “É o momento da gente se unir, por mais que seja complexa a situação”, pontua. 

Para o membro da Coalizão Negra por Direitos, Douglas Belchior, o momento de união marca a história da luta negra no país. “É um momento importante de unidade do campo progressista, da esquerda brasileira, do campo de direitos humanos ao movimento negro. Hoje, a gente avança dentro de uma demanda histórica importante”, conclui.

 

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