COTIDIANO / Sábado, 10 Abril 2021 14:27

Assassinato de Evaldo Rosa segue sem solução e com julgamento suspenso

O músico Evaldo Rosa foi atingido por 80 tiros disparados por militares durante ocupação em abril de 2019; O julgamento dos acusados marcado para quarta (7) foi adiado devido a pandemia

Texto: Redação | Imagem: AF Rodrigues/Agência Pública

Assassinato de Evaldo Rosa segue sem solução e com julgamento suspenso
Introdução:

O músico Evaldo Rosa foi atingido por 80 tiros disparados por militares durante ocupação em abril de 2019; O julgamento dos acusados marcado para quarta (7) foi adiado devido a pandemia

Texto: Redação | Imagem: AF Rodrigues/Agência Pública

O julgamento dos 12 militares do Exército acusados de estarem envolvidos no assassinato do músico Evaldo Rosa, 51 anos, e o catador Luciano Macedo foi suspensa devido a piora da situação da Covid-19 no Rio de Janeiro. A audiência do crime que ocorreu em abril de 2019, na Zona Norte do Rio, estava marcada para quarta (7) e nenhuma previsão foi dada para o prosseguimento do caso. Os militares respondem pelos crimes de homicídio, omissão de socorro e tentativa de homicídio.

Em entrevista à Agência Pública, a viúva de Evaldo, Luciana Nogueira, declarou que nenhum jornalista pediu uma entrevista sobre o ocorrido, e teme que o caso caia em esquecimento sem nenhuma solução. A declaração feita pelo presidente Jair Bolsonaro de que o exército não matou ninguém e que o assassinato não passou de um incidente também foi mencionada na entrevista, aumentando as preocupações de Luciana em relação ao julgamento.

Profissional da enfermagem, Luciana se diz “esgotada, cansada” por conta da pandemia e teve de largar um dos dois empregos para cuidar do filho Davi, de 10 anos de idade. Os dois passam por acompanhamento psicológico e tomam antidepressivos após o assassinato de Evaldo. Luciana nutre esperanças de um julgamento justo na Justiça Militar.

O caso

O carro do músico Evaldo Rosa foi atingido por 62 tiros enquanto passava por uma travessa próxima à Favela do Muquiço, no bairro Guadalupe, na tarde de 7 de abril de 2019. O catador de recicláveis ao tentar ajudar a família dentro do carro, também foi fuzilado e veio a óbito após 11 dias. As mortes ocorreram durante a Operação Muquiço, ordenada em fevereiro de 2019 pelo General Antônio Manoel de Barros, em uma suposta reação a ações do traficante que comandava o local.

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