COTIDIANO / Sábado, 29 Mai 2021 16:43

Ação truculenta da PM de Pernambuco faz feridos e detidos em ato Fora Bolsonaro

Em Pernambuco, o ato pacífico contra o governo Bolsonaro e por mais vacinas terminou com uma grande confusão protagonizada pela Polícia Militar. Além de feridos, a ação da PM resultou na prisão de manifestantes. Mandados e ativistas cobram responsabilização dos agentes envolvidos na repressão
Texto: Lenne Ferreira | Imagem: Reprodução
Imagem da ação. Artista Afroito é detido violentamente pela Policia Militar de Recife
Introdução:
Em Pernambuco, o ato pacífico contra o governo Bolsonaro e por mais vacinas terminou com uma grande confusão protagonizada pela Polícia Militar. Além de feridos, a ação da PM resultou na prisão de manifestantes. Mandados e ativistas cobram responsabilização dos agentes envolvidos na repressão
Texto: Lenne Ferreira | Imagem: Reprodução

Além de feridos na ação, a Polícia Militar de Pernambuco também fez detenção durante ato contra o governo Bolsonaro, que ocorreu em todo o Brasil na manhã deste sábado. Manifestantes como o artista negro Afroito encontram-se na Central de Flagrantes, onde recebe apoio de outros ativistas e mandatos. 

Segundo informações preliminares, os detidos podem responder aos crimes de desacato, infração de medida sanitária e disseminação da pandemia. Como mostram registros feitos por manifestantes, muitas pessoas ficaram feridas.  As comissões de Advocacia Popular e Direitos Humanos da OAB - PE solicitam que todos que tiverem gravado fotos e vídeos que demonstram excesso de PMPE enviem para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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Os detidos recebem apoio jurídico dos mandados das Juntas e Dani Portela. 

Diversas entidades já emitiram notas de repúdio contra a ação da Polícia Militar de Pernambuco e cobram investigação e posicionamento do Governo do Estado. A vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos (PCdoB) se pronunciou na tarde deste sábado e demonstrou repúdio à ação da Polícia Militar de Pernambuco.

O governador Paulo Câmara também se pronunciou e convocou uma reunião com o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua para apurar nomes e definir as punições para os polícias envolvidos na ação truculenta.

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