AGENDA / Terça, 20 Abril 2021 14:01

Performance artística retrata racismo e machismo contra mulheres negras

“A Mulher Sem Cabeça” é protagonizado pela multiartista baiana Sanara Rocha e tem estreia prevista para esta terça-feira (20); a obra busca meios de romper com as violências cotidianas com àquelas que estão mais sujeitas às vulnerabilidades sociais no país

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação

Performance artística retrata racismo e machismo com mulheres negras brasileiras
Introdução:

“A Mulher Sem Cabeça” é protagonizado pela multiartista baiana Sanara Rocha e tem estreia prevista para esta terça-feira (20); a obra busca meios de romper com as violências cotidianas com àquelas que estão mais sujeitas às vulnerabilidades sociais no país

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação

Romper com os limites e violências psíquicas impostas pela colonialidade sobre um corpo negro-feminino por meio de tecnologias e saberes ancestrais que lhe dão o sustento para experimentar novos processos de reinvenções de si. É o que pretende a perfomer, feminista negra, produtora cultural e artista interdisciplinar baiana Sanara Rocha em seu mais novo trabalho, “A Mulher Sem Cabeça”. A performance, uma ficção futurista e audiovisual, integra o projeto Futurismos Ladino Amefricanas e está disponível a partir desta terça-feira (20), às 19h. 

A protagonista aparece como um alter-ego que vive uma história ficcional-autobiográfica, que retrata  as mortes, perdas, buscas, os rompimentos com a colonolidade e encontros cotidianos de um corpo feminino e negro. Como escolha narrativa, a história de uma mulher que ao acordar um dia sem cabeça, decide procurar meios fantásticos para reinventá-la e reinventar a si mesma. 

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“Entendo essa performance como um ritual de renascimento. É um trabalho que dá continuidade a uma investigação desde a iniciação dos estudos da minha dissertação de mestrado, sobre as narrativas desconhecidas de mulheres que se fazem presentes, também, nos ritos sagrados. Esse projeto marca meu flerte com as epistemologias afrofuturistas e resulta em um experimento concreto sobre as especificidades do meu contexto geográfico, dos dispositivos culturais que atravessam meu fazer, as minhas metodologias de autocuidado e vivência”, pontua a artista.

Com estreia marcada para às 19h da terça-feira (20), a obra poderá ser vista gratuitamente no canal Futurismos_la. “A Mulher Sem Cabeça” é fruto do Prêmio Anselmo Serrat Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Matos, viabilizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal. 

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