AGENDA / Terça, 02 Fevereiro 2021 13:35

Movimento busca assinaturas para pedido de reativação do auxílio emergencial

Entidades pretendem entregar documento ao novo presidente da Câmara dos Deputados; objetivo é garantir renda básica para população brasileira enquanto a vacina não chega a todos

Texto: Redação I Edição: Nataly Simões I Imagem: Marcello Casal Jr.

 Em meio ao período de mudanças no Congresso Nacional, a Coalizão Negra Por Direitos e outras 300 entidades de representantes da sociedade civil lançaram nesta terça-feira (2) uma campanha pela reativação urgente do auxílio-emergencial de R$ 600. A  ação é para que o povo brasileiro tenha condições mínimas de enfrentar a pandemia, que ainda não acabou.

A campanha "Auxílio Até o Fim da Pandemia" busca assinaturas em uma plataforma que pede apoio a um documento que será entregue, ainda em fevereiro, para o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). A meta é alcançar 500 mil assinaturas.

"Em 2020, o auxílio conseguiu garantir não só a comida no prato de milhões de brasileiros, mas também milhões de vidas, permitindo que as pessoas ficassem seguras em casa. A pandemia ainda não acabou, nem a economia se recuperou. Não faz sentido obrigar milhões de pessoas em todo o Brasil a se exporem ao contágio, buscando empregos que não foram criados", alerta Paola Carvalho, do movimento.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do auxílio-emergencial, o benefício criado em abril do ano passado teve uma extensão de pagamento em setembro e foi encerrado em dezembro. Na fase de extensão, o valor foi reduzido de R$ 600 para R$ 300. Sem o auxílio emergencial, 27 milhões de brasileiros voltaram para a extrema pobreza e sem condições de comprar alimentos. Essa situação se agrava com o desemprego e com a inflação.

O início da vacinação, em janeiro, não representa, por enquanto, segundo as entidades, uma justificativa para o fim do auxílio. Para ter efeito a vacinação deve cobrir, no mínimo, 70% da população que é de 209 milhões de pessoas, porém, menos de 1% foi vacinada com a primeira dose da imunização.

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