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Introdução:

Aulas serão ministradas por Rosane Borges, doutora em Ciências da Comunicação e autora de livros sobre questões raciais, e Maurício Virgulino, arte-educador e especialista em Mídias na Educação

Texto: Redação | ImagemAndrea Piacquadio/Pexels

Curso online aborda relação entre educação e influência digital

A possibilidade de aproximar a prática pedagógica do exercício da influência digital e os pontos de contato entre educadores e influenciadores estão entre os assuntos que serão abordados no curso online “Educadores e Influenciadores Digitais: desafios às gramáticas do afeto”, com quatro encontros durante o mês de março.

O objetivo é oferecer, de um lado, ferramentas analíticas e práticas para que profissionais da educação renovem suas lentes e modos de atuação profissional a partir dos processos formativos nas/das malhas digitais e, de outro, procura interrogar o papel dos(as) influenciadores(as) digitais nos processos formativos a partir da construção de vínculos com seguidores. A iniciativa é da Escola Longa e integra o Ciclo Paulo Freire, que compreende um conjunto de atividades (cursos, simpósios, colóquios, seminários, oficinas) voltado para celebrar o centenário de Paulo Freire.

As aulas acontecem nos dias 2, 9, 16 e 23 de março, das 19h às 21h30 e serão ministradas pela jornalista Rosane Borges e pelo educomunicador, arte educador e fotógrafo Maurício Virgulino.

Rosane é doutora em Ciências da comunicação, professora, pesquisadora do Colabor (ECA-USP), coordenadora geral da Escola Longa, autora de diversos livros, entre eles: Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro, perfil biográfico de Sueli Carneiro, Mídia e racismo e Esboços de um tempo presente. Maurício, por sua vez, é Educomunicador, doutorando em Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais pela ECA/USP, doutorando Visitante no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal, licenciado em Educomunicação (ECA / USP), especialista em Mídias na Educação, formador de professores pelo Núcleo de Educomunicação da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, e formador de profissionais da saúde no projeto Educom.Saúde da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

O investimento é de R$ 190,00 e o valor pode ser parcelado em até doze vezes. Para se inscrever e obter mais informações, acesse o site do curso.

curso

Ocupação Chiquinha Gonzaga resgata negritude da primeira brasileira a reger uma orquestra

Introdução:

Mostra está disponível no Itaú Cultural, na cidade de São Paulo, de 24 de fevereiro a 23 de maio, com visitas agendadas previamente

Texto: Redação | Imagem: Acervo/ Instituto Moreira Salles

O Itaú Cultural, localizado na cidade de São Paulo, abriu nesta quarta-feira (24) a Ocupação Chiquinha Gonzaga, que ficará em cartaz até o dia 23 de maio. A exposição resgata a afrodescendência da compositora e pianista Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935), quase eliminada pelas práticas do racismo estrutural, e mergulha pela obra da primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. A mostra foi desenvolvida durante a pandemia da Covid-19 e segue todos os protocolos e recomendações das autoridades sanitárias. As visitas devem ser agendadas online.

A curadoria das obras foi feita pelos Núcleos de Comunicação e Música da instituição, co-curadoria da cantora Juçara Marçal e consultoria de Edinha Diniz, biógrafa da compositora. ‍Uma das peças originais mais simbólicas em exibição é o broche de ouro com pauta musical das primeiras notas da valsa Walkyria, composta por Chiquinha Gonzaga em 1884, para a opereta “A corte na roça”. O objeto, pertencente ao acervo do Museu da República, foi oferecido a Chiquinha em 1885 por críticos teatrais, em decorrência do sucesso da opereta, e virou adereço habitual da maestrina desde então. ‍ Na exposição, o broche está disposto à frente de um piano vertical tradicional, locado para representar um outro piano, que é histórico: um Ronisch, feito na Alemanha, que ela trouxe da Europa em 1909 e com o qual trabalhou até a sua morte. Atualmente, o instrumento original está instalado no foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Chiquinha Gonzaga era uma mulher negra, filha de pai branco e mãe “parda liberta” – termo utilizado no Assentamento de Batismo da mãe, um dos documentos que estarão na Ocupação. A artista nasceu no Império e viu a implantação da República. Abolicionista, lutou ativamente pela libertação dos escravizados, enfrentou o conservadorismo da época e tornou-se compositora e maestrina, em um mundo em que a carreira artística feminina era vista com maus olhos. Casou-se oficialmente uma única vez, mas viveu três diferentes relacionamentos amorosos em um tempo em que não existia o divórcio.

O espaço expositivo

No piso térreo do Itaú Cultural cerca de 120 itens conduzem o visitante pela vida e produção de Chiquinha Gonzaga, entre suas partituras, como a de “Ó Abre Alas”, a primeira marcha de Carnaval do país, composta em 1899 por ela para o Cordão Rosa de Ouro. Outra referência é “A Corte na Roça”, espetáculo pelo qual se tornou a primeira mulher a escrever partitura para teatro no Brasil.

Um mecanismo ativável por pedais que disparam o som de diferentes instrumentos toca trechos da marcha. Outra ferramenta ativa as teclas de um piano de chão, por meio do qual se ouvem diferentes composições de sua autoria. Cada tecla pisada aciona um audiovisual com a execução e arranjos feitos por musicistas contemporâneos sobre diversos gêneros compostos por Chiquinha: Di Ganzá toca uma valsa de opereta, Amaro Freitas, uma polca; Mestrinho vai de maxixe, Maíra Freitas segue com uma cançoneta cômica, e Ana Karina Sebastião com uma dança africana. ‍

Por toda a exposição encontram-se documentos da época, objetos, partituras, capas e fotos. Cinco audiovisuais produzidos pelo Itaú Cultural com textos biográficos feitos pela escritora e dramaturga Maria Shu, escritos especialmente para a mostra, apresentam Chiquinha contando trechos de sua vida, na pele de Dona Jacira, multiartista e mãe de Emicida; Jup do Bairro, cantora, compositora e apresentadora; Beth Beli, percussionista e fundadora do bloco carnavalesco Ilú Obá De Min, a atriz Indira Nascimento e a cantora Fabiana Cozza. Todas são negras como Chiquinha Gonzaga, cuja história se desdobra em suas vidas.

Diferentes sons embalam a exposição desde a entrada. Uma paisagem sonora idealizada pela instituição para esta exposição envolve o visitante com sons das ruas do Rio de Janeiro do século XIX, na época capital do Brasil. O recurso traz elementos que ajudaram Chiquinha em suas composições e ritmos.

A vida e a carreira de Chiquinha perpassaram momentos fundamentais da história brasileira, como a proibição do tráfico internacional de escravizados, em meados do século XIX, a Lei do Ventre Livre, em 1871, a Lei dos Sexagenários, 1885, a assinatura da Lei Áurea, em 1888, e a Proclamação da República, no ano seguinte. Para levar o público à atmosfera do período, a Ocupação conta com cinco gravuras da coleção Brasiliana Itaú, com panoramas do Rio de Janeiro e imagens como a da Praça do Comércio.

O compositor Carlos Gomes, seu contemporâneo, foi uma de suas grandes referências – presente na mostra em moedas e medalhas comemorativas, pertencentes ao acervo do Banco Itaú, da mesma forma que a grande amizade que nutria pelo também compositor e flautista Joaquim Callado. Assim, toda a exposição é circundada por uma linha do tempo que faz um paralelo do Brasil que nascia como República com alguns acontecimentos da vida da maestrina.

Serviço:

O quê? Ocupação Chiquinha Gonzaga

Quando? De 24 de fevereiro a 23 de maio

Horários: Terça a sexta das 12 às 18h e sábado, domingo e feriado das 11h às 17h

Onde: Piso térreo do Itaú Cultural, em São Paulo (SP). 

 Chiquinha Gonzaga

Mulheres negras da tecnologia realizam debate online a partir de hoje

Introdução:

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de fevereiro, totalmente gratuito e com certificado para os participantes

Texto: Redação | Imagem: Christina Morillo/Pexels

Questões relacionadas à gênero, raça e tecnologia estarão no centro dos debates do I Fórum de Mulheres Negras na Tecnologia (FMNT), que é realizado entre os dias 19 e 21 de fevereiro. O evento é gratuito, com emissão de certificado e será realizado de maneira remota com o objetivo de promover um espaço formativo e colaborativo, de caráter técnico-científico, para profissionais da área de Ciência da Computação e correlatas.

A programação reúne quase 30 mulheres em palestras, mesa redonda, mentorias, minicursos e oficinas. Ainda haverá atividades culturais e sorteio de brindes. Após a abertura, uma mesa redonda abordará o tema "Qual o Lugar da Mulher Negra na Tecnologia?". A atividade conta com a participação de Keilla Menezes, Nina da Hora e Sil Bahia, mulheres negras que são referência na área de TI. Para se increver, basta preencher formulário online.

O Fórum é organizado por membras do grupo Meninas Digitais – Regional Bahia e conta com o apoio da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O grupo é um dos pólos do Programa nacional chancelado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), que tem como foco a inclusão de meninas e mulheres negras e/ou oriundas da rede de ensino público como forma de oportunizar o contato com a ciência e tecnologia.

Serviço:

O quê? I Fórum de Mulheres Negras na Tecnologia

Quando? Das 19h de 19/02 às 20h de 21/02/2021

Onde? Ciberespaço (YouTube e Google Meet)

Valor? Gratuito e com certificado de participação

Inscrições? Via formulário online.

Programação completa e mais informações? Nas redes sociais  

mulheres negras tecnologia

Mostra online vai expor obras de mulheres da Amazônia

Introdução:

Iniciativa recebeu inscrições de mulheres cis e trans de 16 a 28 anos, que usaram seus aparelhos celulares para produzir materiais digitais

Texto: Flávia Ribeiro | Edição: Nataly Simões | Imagem: Andrea Piacquadio/Pexels

Com o objetivo de dar visibilidade ao protagonismo de jovens mulheres da região amazônica e colocar a identidade amazônida no centro de debates, a Mostra Cultural online Amazônia Mulher-2021 acontece entre os dias 19 e 23 de fevereiro.

Mostra de cinemas oferece atividades para impulsionar profissionais negros

Introdução:

Entre as ações com inscrições abertas estão masterclasses sobre crítica, fotografia e documentário; confira

Texto: Redação | Imagem: Divulgação

A Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB) chega a quarta edição entre março e abril e está com inscrições abertas já em fevereiro para atividades de impulsionamento de profissionais negros do audiovisual, como formação e capacitação nas linguagens e etapas da indústria cinematográfica com três masterclasses sobre crítica, fotografia e documentário, e oficinas voltadas para jovens das periferias.

Segundo os organizadores da mostra, a grande novidade desta edição é a “Visão Preta Lab”, uma proposta de imersão formativa nas dinâmicas audiovisuais para jovens negros que desejam iniciar sua carreira profissional na área. No intuito de proporcionar uma experiência de primeiro contato com o universo que envolve a cadeia produtiva do audiovisual, o laboratório vai contemplar aulas sobre elaboração de projeto, direção, produção, roteiro e preparação de pitching.

Também voltado para o público jovem, a mostra conta com a segunda edição do concurso cultural de curtas de 1 minuto - WAWA ABA. O impulso surgiu para fortalecer a renovação de gerações no audiovisual negro e valorizar a produção no território, visto que com a pandemia as mostras nos bairros ficaram inviabilizadas por mais um ano. O concurso premiará as 12 obras mais votadas nas plataformas digitais, com valor de R$ 500,00 (quinhentos reais).

“Atravessando o racismo, machismo e regionalismo que ainda estruturam a cadeia do cinema nacional e internacional, seis realizadoras negras seguem resistindo e protagonizando a cena do cinema negro, da Bahia para o mundo. Daiane Rosário, Kinda Rodrigues, Taís Amordivino, Naymare Azevedo, Júlia Moraes e Loiá Fernandes estão para provar que mulheres pretas no cinema existem, e elas têm nome e sobrenome”, diz a organização da mostra.

A 4ª edição da mostra foi contemplada com apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Serviço:

IV Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba

Quando: 31 de março a 9 de abril

Onde: YouTube e Videocamp

Mais informações em www.mimb.com.br.

Cronograma de inscrições:

Até 3 de março - Impulso cultural

A partir de 22 de fevereiro - Visão Preta Lab

A partir de 23 de fevereiro - Masterclasses

mostra

Com curadoria de Jup do Bairro, festival LGBT convoca artistas para showcases

Introdução:

O objetivo da proposta que integra a agenda do Festival Bixanagô é dar visibilidade a novos talentos da cena independente

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Divulgação/Jup do Bairro

O Festival Bixanagô - Empoderamento e Estética Negra - chega a mais uma edição, totalmente online, com uma proposta multidisciplinar estimulando as potencialidades da cultura LGBTQIA+ com estética urbana e do universo periférico ampliando o debate sobre questões acerca das identidades étnico racial, de gênero e interseccionalidade.

A nova edição acontece nos dias 21, 25, 26 e 27 de março com uma programação focada na cultura urbana e em suas diferentes manifestações. As inscrições para showcases de dança e música estão abertas e contam com a curadoria da cantora Jup do Bairro e do social media Ezio Rosa. O objetivo é dar visibilidade a novos talentos da cena independente. Os showcases terão duração de 20 minutos e serão transmitidos antes dos shows principais.

As inscrições podem ser feitas através de preenchimento de formulário online até o dia 18 de fevereiro e há uma ajuda de custo de R$ 800 para os participantes. As gravações acontecem em um estúdio na cidade de São Paulo nos dias 3 e 4 de março, com horário previamente agendado.

A edição 2021 do Festival Bixanagô foi contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso LAB) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc.

Recife sedia 1ª Conferência Pernambucana de Produções Culturais Negras

Introdução:

Com abertura marca para a noite de hoje (22), evento segue com rodas de conversa e simpósios sobre os desdobramentos produção cultural negra até a próxima sexta-feira; Pré-inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente 

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação

Recife sediará, mesmo que digitalmente, a 1ª Conferência Pernambucana de Produções Culturais Negras (I COPECUNE). Fruto da parceria entre o coletivo Mandume Cultural é o Museu da Abolição - centro de referência da cultura afro-brasileira criado em 1957 -, a ação tem seu primeiro dia de programação na noite de hoje (22), e segue até a próxima sexta-feira (26).  Como pauta do evento, temáticas ligadas à vivência da negritude nordestina e suas memórias com foco nas produções artísticas culturais. 

O evento constitui um marco nos estudos étnicos-raciais em Pernambuco, reunindo pessoas negras, principalmente pernambucanas, para participar, discutir e deliberar sobre os rumos das produções culturais negras nas periferias, centros culturais e no âmbito acadêmico. Nomes como o fotógrafo Rennan Peixe, o artista e produtor cultural, Carbonel, a Doutora em História Política pela UERJ e co-fundadora do Coletivo Acadêmicas dos Sambas, Angélica Ferraz, e  a professora e doutora do departamento de História da UFPE, Luiza Reis, estão confirmados como integrantes do evento. 

Na grade do evento, cursos de formação e simpósios, todos gratuitos, mas que pedem uma pré-inscrição para o controle da quantidade máxima de participantes por sala na plataforma de vídeo onde será exibida a conferência. Os curadores do evento, a graduanda em História pela UFPE Isabelle Ferreira e o comunicador social Wellington Silva, ambos agentes culturais, também ministrarão um curso dedicado às ferramentas necessárias e os melhores meios para uma montagem de projeto para além dos editais. 

Wellington Silva cona que a motivação para fazer a 1° Copecune nasceu da experiência como estagiário de comunicação no Museu da Abolição, entre 2018 e 2020,  quando percebeu que muita gente falava de produção cultural negra, mas poucas pessoas estavam dispostas a pensar formas específicas de valorização dessas produções. "Foi a partir desta reflexão e da parceria que estabeleci com Isabelle Ferreira, também produtora cultural, que nasceu a ideia de pensar em uma conferência com esse recorte l. Algo que trouxesse um olhar mais atento diante da experiência que pessoas negras têm de pensar, criar e ressignificar processos culturais e artísticos, utilizando-se de memórias afetivas, ancestrais, territoriais, corporais e outras", diz.

A Conferência será exibida no canal do YouTube do Museu da Abolição e tem como apoio o Concurso Formação e Pesquisa – LAB PE, da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco – SECULT-PE, uma iniciativa do fundo de apoio à cultura Aldir Blanc. 

Confira detalhadamente as temáticas, os horários e por quem será ministrada cada ação: 

Oficinas 

“O escoamento da produção cultural e intelectual negra dentro e fora da academia” (22/02 às 19h) - Com participação de Angélica Ferraz e Nathalia Grilo

“Montagem de projetos para além dos editais” (24/02 às 19h) - Com participação de Isabelle Ferreira, Larissa Santigo e Wellington Silva

“Produção cultural negra-pernambucana nas encruzilhadas do tempo” (26/02 às 19h) - Com participação de Carbonel e Lúcia dos Prazeres

Simpósios: 

Artes Visuais (22/02 às 14h) - Organizado por Rennan Peixe

Audiovisual (23/02 às 14h) - Organizado por Éthel Oliveira

Estudos Históricos e Culturais da População Negra (24/02 às 14h) - Organizado por Luiza Reis

Para mais informações ou tirar dúvidas sobre o evento, acesse o link

'Seminário de Cinema Negra do Nordeste' promove encontro para trabalhadoras do audiovisual 

Introdução:

O encontro, intitulado “Aquilomba”, pretende construir novos olhares e unir forças a favor do antirracismo no setor cultural; Inscrições estão abertas até o dia 20 deste mês

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação/Aquilomba

Objetivando pensar no cinema enquanto espaço de produção cultural que está associado ao campo político, de luta, de representatividade e desconstrução de estereótipos, o “Aquilomba” se apresenta como um encontro voltado à união das trabalhadoras negras no audiovisual. Marcado para acontecer entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março, o evento promove rodas de conversa e oficinas em formato digital. Inscrições para as atividades estão abertas até o próximo dia 20 deste mês. 

A ação ainda levanta a bandeira da busca feminina pela ocupação dos mais variados espaços dentro do meio audiovisual e questiona a formação de equipes que, em sua maioria, acabam por subalternizar os trabalhos das mulheres durante as produções. A rede por trás da construção do evento também tem como missão a amplitude do conhecimento das trajetórias e trabalhos das mulheres negras e nordestinas.

Para garantir a democratização e descentralização do acesso, as atividades serão destinadas ao público feminino negro, indígena, quilombola, LGBTQIAP+ e as vagas serão distribuídas de acordo porcentagens: 40% para mulheres residentes fora da Região Metropolitana do Recife, 30% a mulheres residentes na Região Metropolitana do Recife, e 30% a mulheres de outras regiões do Brasil, priorizando inscrições para a região Nordeste.

Cada atividade terá como limite o número de 50 inscritos e as mulheres interessadas poderão se inscrever nas duas oficinas ministradas. A realizadora Everlane Moraes irá propor um passeio pela história da evolução técnica e de linguagem do Cinema, dando protagonismo ao gênero documentário, a partir de sua associação com outras áreas do conhecimento humano. Já Karla Fagundes ministrará oficina sobre os processos de produção diaspórica, em uma reinterpretação da história no cinema e da representação dos corpos negros. 

As atividades serão disponibilizadas através da plataforma meet, ferramenta de vídeoconferência pertencente ao Google. A lista com as selecionadas para as oficinas será divulgada em 22 de fevereiro, via rede social ou por email.

“Aquilomba” é uma realização Tarrafa Produtora e Emoriô - Escola Livre de Audiovisual. O projeto conta com parceria da Pajeú Filmes, e é realizado via Lei Aldir Blanc em Pernambuco, viabilizada peolo Governo de Pernambuco.

"Aquilomba": Evento voltado às mulheres no audiovisual promove oficinas e debates ainda este mês