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Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

No dia 20 de julho, quarta-feira, acontece no Rio de Janeiro ato em defesa dos direitos de Rafael Braga. A partir das 13h, inicia-se uma vigília em frente ao Ministério Público, na Avenida Marechal Câmara 370. O desejo dos manifestantes é que o procurador do caso garanta condições dignas para Rafael Braga no presídio e que o representante da justiça atenta D. Adriana, mãe de Rafael.

Preso no dia 20 de junho de 2013 por portar um produto de limpeza, Rafael Braga foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por carregar, de acordo com o que foi alegado pelos policiais, material explosivo.Em 21 de Dezembro de 2015, Rafael migrou para o regime semiaberto com o uso de uma tornozeleira eletrônica e ao sair para comprar pão no dia 12 de janeiro de 2016, no bairro aonde mora com a família, na Vila Cruzeiro, foi detido e vítima de um flagrante forjado, de acordo com a defesa.

Segundo a Polícia Militar, Rafael teria sido pego com 0,6 gr de Maconha e 9 gr de cocaína. Rafael nega a versão dos policiais e diz ter sido conduzido a um beco onde foi agredido e ameaçado para que revelasse informações sobre o tráfico local.

Rafael está em prisão cautelar e responde por acusação de tráfico de drogas, associação com o tráfico e colaboração com o tráfico (Art.33,35 e 37) e pode pegar até 30 anos de prisão. O juiz do caso negou todo o material que poderia provar a inocência de Rafael, como a gravação da câmera da UPP que o prendeu, o registro de localização (GPS) da tornozeleira, o nome da empresa e o engenheiro responsável pela obra que a PM afirmou fazer a escolta, o que justificou a posição dos policiais no local da abordagem. A gravação da câmera da viatura também foi negada.

O processo está nos momentos finais. Cabe ao Ministério Público dar um parecer sobre o julgamento para o processo ser encaminhado para as alegações da defesa e acusação. Para discutir a situação e pensar em estratégias para ajudar Rafael Braga, a campanha se reúne toda terça-feira às 18:30 nas escadarias da Cinelândia.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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