Carro oficial da deputada foi encontrado com mensagens ofensivas; caso foi registrado na Cidade da Polícia, no Jacarezinho (RJ)


Texto / Simone Freire
Imagem / Juliana Marinho

Recém eleita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) foi categórica em seu posicionamento após receber ameaças no dia de sua posse, na última sexta-feira (1).

“Sou a representante de um mandato jovem, negro e feminista, que traz pautas historicamente negligenciadas à tona e incomoda muitos espaços de poder. Mas entendo que a Alerj é um patrimônio do povo fluminense e nós continuaremos a ocupar esse espaço", afirmou.

As ameaças à deputada foram encontradas no vidro do carro oficial da parlamentar, estacionado no Palácio Tiradentes. Monteiro registrou a ocorrência em uma delegacia na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, e também comunicou tanto o setor de Segurança como a Presidência da Alerj.

Jovem negra, feminista e estudante cotista da UERJ, Daniella Monteiro, foi moradora do morro do São Carlos, integrante do Movimento Negro Unificado (MNU) e é uma das fundadoras do Movimento RUA Juventude Anticapitalista. Em 2016, participou da campanha de Marielle Franco, vereadora assassinada no ano passado.

“Esse episódio é mais um sintoma de uma democracia fragilizada, na qual vozes discordantes e de resistência são perseguidas e silenciadas. O assassinato brutal e ainda não solucionado de Marielle Franco, de quem fui assessora e amiga, mostra que são tempos de acirramento do ódio na política e de banalização da vida”, lamentou a deputada.

A polícia já solicitou registros de imagens aos prédios vizinhos. Ainda não há data para que o material seja periciado.

Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

No dia 20 de julho, quarta-feira, acontece no Rio de Janeiro ato em defesa dos direitos de Rafael Braga. A partir das 13h, inicia-se uma vigília em frente ao Ministério Público, na Avenida Marechal Câmara 370. O desejo dos manifestantes é que o procurador do caso garanta condições dignas para Rafael Braga no presídio e que o representante da justiça atenta D. Adriana, mãe de Rafael.

Preso no dia 20 de junho de 2013 por portar um produto de limpeza, Rafael Braga foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por carregar, de acordo com o que foi alegado pelos policiais, material explosivo.Em 21 de Dezembro de 2015, Rafael migrou para o regime semiaberto com o uso de uma tornozeleira eletrônica e ao sair para comprar pão no dia 12 de janeiro de 2016, no bairro aonde mora com a família, na Vila Cruzeiro, foi detido e vítima de um flagrante forjado, de acordo com a defesa.

Segundo a Polícia Militar, Rafael teria sido pego com 0,6 gr de Maconha e 9 gr de cocaína. Rafael nega a versão dos policiais e diz ter sido conduzido a um beco onde foi agredido e ameaçado para que revelasse informações sobre o tráfico local.

Rafael está em prisão cautelar e responde por acusação de tráfico de drogas, associação com o tráfico e colaboração com o tráfico (Art.33,35 e 37) e pode pegar até 30 anos de prisão. O juiz do caso negou todo o material que poderia provar a inocência de Rafael, como a gravação da câmera da UPP que o prendeu, o registro de localização (GPS) da tornozeleira, o nome da empresa e o engenheiro responsável pela obra que a PM afirmou fazer a escolta, o que justificou a posição dos policiais no local da abordagem. A gravação da câmera da viatura também foi negada.

O processo está nos momentos finais. Cabe ao Ministério Público dar um parecer sobre o julgamento para o processo ser encaminhado para as alegações da defesa e acusação. Para discutir a situação e pensar em estratégias para ajudar Rafael Braga, a campanha se reúne toda terça-feira às 18:30 nas escadarias da Cinelândia.

{module Publicações}

Texto: Semayat Oliveira / Foto: Cassimano / Edição de Imagem: Pedro Borges

3° edição do Festival Percurso conta com nomes de sucesso na música nacional

O Festival Percurso acontece dia 23 de julho, das 9h às 23h, no Campo Limpo, bairro da zona sul de São Paulo. Realizado pelo Banco Comunitário União Sampaio, é um dos maiores eventos culturais das periferias de São Paulo, além de ser idealizado e organizado por articuladores que moram no mesmo território onde atuam. O principal objetivo é evidenciar a cultura periférica, de povos tradicionais e dialogar com a sociedade sobre a economia solidária.

A programação traz muita música, do reggae ao rap, oficinas de diferentes linguagens, lançamento de livros e outras atividades gratuitas. Entre as atrações musicais confirmadas está BaianaSystem, Flora Matos, Rico Dalasam, Camila Brasil, Amanda NegraSim, Coral Guarani, Maracatu Baque&Atitude, discotecagem com Eduardo Brechó, integrante da Banda Aláfia, e Zinho Trindade. No campo das artes literárias, haverá batalha de MCs, o Encontro de Mestr@s e Sarau da Cooperifa.

Divulgação Festival Percurso, 2ª edição | Crédito: Cassimano
“Durante o evento, faremos o lançamento do livro ‘Redes Periféricas – Juventude, Mulheres e Arranjos Culturais’, que conta a experiência de economia solidária aplicada no Campo Limpo pelo banco comunitário e a vitoriosa história do grupo feminista União Popular das Mulheres, que trabalha na periferia paulistana há mais de 30 anos pelo empoderamento e a emancipação das mulheres”, disse Neide Abati, Fundadora da União Popular de Mulheres, criadora do Festival Percurso e uma das criadoras do banco.

Outra obra literária também será lançada no festival. “Nua e Crua” é o novo livro de Mel Duarte, poeta que integra o coletivo Poetas Ambulantes. Ela é conhecida por destacar em sua escrita o racismo, a busca pela equidade de gênero, aspectos políticos, o fortalecimento da autoestima e o combate à violência contra a mulher.

Com entrada gratuita, o Festival Percurso criou uma campanha de financiamento coletivo para ajudar a custear o evento. Conheça melhor o projeto e contribua clicando aqui.

Festival Percurso 2016

Local: Praça do Campo Limpo, Rua Aroldo de Azevedo n 100

Data: 23/07, das 9h às 23h

Evento no Facebook

Quanto: Contribua com o Festival Percurso no CATARSE!

Sobre o Banco Comunitário União Sampaio

São serviços financeiros e bancários gerenciados pela comunidade, fazendo com que estes serviços, além de mais acessíveis, sejam um instrumento de organização e estímulo ao desenvolvimento local.  A atuação do banco é formulada a partir de linhas de crédito produtivo e de consumo, levando em consideração critérios de análise que contemplem a realidade da região.  O objetivo é, também, fomentar, fortalecer e criar novas formas de organização para possibilitar a sustentabilidade e autoprodução das ações culturais e a difusão da cultura popular. Desse modo, a principal ação é estabelecer novas relações de produção, consumo e comercialização de serviços, produtos e conhecimentos culturais e contribuir com o desenvolvimento da economia criativa local, tendo como campo de atuação as regiões do Campo Limpo, Capão Redondo e adjacências.

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com

Mais Lidos