Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Após concluir agendas no Rio de Janeiro, em Salvador e Cachoeira (BA), referência nos EUA e no mundo no debate de política de drogas, com recorte de classe e raça, chega à capital paulista

Entre os dias 27 e 29 de julho, a ativista negra norte-americana Deborah Small participa de quatro encontros em São Paulo. Ela é referência nos EUA e no mundo no debate de política de drogas. Há quase uma década, Deborah Small criou a organização Break the Chains, cujo objetivo é alertar os impactos da guerra às drogas na população negra. Ela é nome central na discussão sobre racismo e política de drogas nos EUA e no mundo.

A ativista norte-americana destaca a necessidade de discutir política de drogas no Brasil sob a perspectiva racial. “A questão da reforma da política de drogas é de interesse para afro-descendentes no Brasil já que a “guerra às drogas” é a principal razão para a violência entre as comunidades e a polícia nas favelas. Enquanto o governo estiver comprometido com uma “guerra às drogas”, as comunidades negras estarão na mira”.

A partir das 19h de quarta-feira, 27 de julho, Deborah concede uma entrevista exclusiva para as mídias negras da cidade. A conversa será gravada pela TV Drone e transmitida ao vivo com link disponível no site da INNPD.

No dia seguinte, às 19h, no Centro Cultural São Paulo, Vergueiro, ela participa de palestra com Nathália Oliveira, Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (INNPD), e Djamila Ribeiro, Secretária Adjunta de Direitos Humanos. O tema em pauta é “O Papel das Cidades na Política de Drogas e no Combate ao Racismo”.

No dia 29, às 15h, Deborah vai ao Jazz B, República, compor uma roda de conversa sobre “Política de Drogas, Raça e Gênero”, momento exclusivo para organizações que atuam com direitos humanos e compõe a Rede de Justiça Criminal e Plataforma Brasileira de Política de Drogas. Mais tarde, às 20h, a ativista norte-americana visita Embu das Artes para acompanhar o Sarau Palmarino.

Formada em direito pela Universidade de Harvard, foi diretora para assuntos legais da New York Civil Liberties Union.  Anos depois, se tornou diretora de políticas públicas e articulação comunitária pela Drug Policy Alliance.

A sua passagem por Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Cachoeira (BA) foi organizada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) em parceria com diversas organizações. Em São Paulo a articulação se deu em parceria da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (INNPD), Instituto Terra Trabalho E Cidadania (ITTC), Plataforma Brasileira de Política de Drogas, a Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo e a TV Drone.

Texto: Pedro Borges / Foto: CESeC / Edição de Imagem: Pedro Borges

Ativista negra norte-americana cumpriu agendas no Rio de Janeiro e depois da Bahia, vai para São Paulo

Nos dias 25 e 26 de julho, Deborah Small, ativista norte-americana, participa de encontros com o movimento negro baiano e movimentos sociais para discutir política de drogas nas cidades de Salvador e Cachoeira. O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) conta com o apoio da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (INNPD) para a articulação da passagem da militante negra norte-americana na Bahia.

Deborah Peterson Small é formada em direito pela Universidade de Harvard e foi diretora para assuntos legais da New York Civil Liberties Union.  Mais tarde, Deborah se tornou diretora de políticas públicas e articulação comunitária pela Drug Policy Alliance. Há quase uma década, ela criou a organização Break the Chains, cujo objetivo é alertar os impactos da guerra às drogas na população negra. Deborah Small é nome central na discussão sobre racismo e política de drogas nos EUA e no mundo.

No dia 25 de julho, às 16h, Deborah participa de um debate com o movimento negro de Salvador no Auditório do Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Pelourinho. O tema da conversa é “A mulher negra e a luta contra o genocídio: a guerra às drogas e o massacre negro nas Américas”.

No dia seguinte, às 15h, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira, Deborah compõe a conversa “A cor da repressão: o massacre da guerra às drogas contra o povo negro”.

Deborah participou de atividades no Rio de Janeiro e já no dia 28 está em São Paulo para novos encontros e debates. O objetivo da passagem de Deborah pelo Brasil é estimular o movimento negro e as mídias negras a refletir e produzir conteúdo sobre a política de drogas sob a perspectiva étnico-racial.

Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Depois do dia 23, Deborah participa de encontros na Bahia e em São Paulo.

A ativista norte-americana Deborah Peterson Small começa um ciclo de debates no Rio de Janeiro no dia 21 de julho. O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) é o responsável por articular a passagem de Deborah pela capital carioca.

Deborah Peterson Small é formada em direito pela Universidade de Harvard e foi diretora para assuntos legais da New York Civil Liberties Union.  Mais tarde, Deborah se tornou diretora de políticas públicas e articulação comunitária pela Drug Policy Alliance. Há quase uma década, ela criou a organização Break the Chains, cujo objetivo é alertar os impactos da guerra às drogas na população negra. Deborah Small é nome central na discussão sobre racismo e política de drogas nos EUA e no mundo.

No dia 21 de julho, a partir das 9h30, ela compõe um debate sobre Racismo e Superencarceramento na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), ao lado de Caetano Ernesto Costa, Sandra Torres e Sérgio Lemgruber.

Mais tarde, às 19h, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Deborah participa da roda “Os impactos do racismo na vida da população negra, políticas de drogas e violência contra mulheres negras”. Ela debate o assunto com a companhia de Jurema Werneck, criadora da ONG Criola, e Monica Cunha, representante da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência.

Na sexta-feira, 22 de julho, das 14h às 18h, Deborah tem compromisso marcado com os coletivos e as mídias negras no Instituto Pretos Novos, na Rua Pedro Ernesto, 34. O objetivo é a ativista norte-americana trocar experiências e impressões com os jovens negros sobre a atuação política dos coletivos e dos canais de comunicação.

No dia 23, às 17h, Deborah encerra a sua agenda no Rio de Janeiro na Praça Agripino Grieco com o tema Jovem Negro Vivo – Cultura e Resistência. Depois, Deborah viaja para a Bahia, onde participa de outros eventos. A ativista norte-americana encerra a sua passagem no Brasil na cidade de São Paulo, na próxima semana.

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com

Mais Lidos