Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges

Slam é uma batalha inspirada nos movimentos de Poetry Slam, em que pessoas se reuniam para uma disputa de poesias autorais

No dia 27 de janeiro, sexta-feira, acontece o primeiro Slam da Zona Norte. A organização, composta por Viic Oliveira, Ingrid Martins, Yara Alves, Renato Kolla, escolheu o Largo da Matriz, Freguesia do Ó, para ser o primeiro palco da disputa.

O Slam, competição de poesias autorais com duração de até três minutos, será realizado, de acordo com os idealizadores, toda segunda sexta-feira de cada mês, sempre em um diferente local da Zona Norte da cidade. A primeira edição ocorre no Largo da Matriz por uma questão de acessibilidade, tanto para os moradores da região, quanto para interessados de outros bairros de São Paulo.

Viic Oliveira, uma das organizadoras do evento, diz que a proposta ganhou corpo por conta de uma ausência de atividades como essa na região. “E o surgimento parte exatamente disso, da falta desse tipo de movimento na Zona Norte, já que existem Slams nas outras áreas, e aqui ainda não havia”.

A articulação independente de saraus, slams e outras atividades por parte das periferias, é uma atitude exaltada por Viic. “As periferias precisam agir de forma independente, se articulando para proporcionar suas ações com características próprias e autônomas. É preciso que a galera organize os seus próprios movimentos, afim de propiciar mais opções artísticas e culturais na quebrada”.

Ela destaca a popularização das poesias, a maior proximidade com o ato de escrever, as amizades e companhias que podem se construídas nesse processo, para além de outros frutos que o Slam pode trazer para a zona norte. “Outra intenção é plantar uma sementinha para que novos Slams possam brotar aqui na região, atingindo assim um número enorme de poetas e artistas, porque olha, a Norte é grande e cheia de inspiração”.

Texto: Pedro Borges / Imagem: Reprodução/Facebook

Ato acontece no dia que marca o aniversário de São Paulo

No dia 25 de janeiro, ativistas do movimento negro, familiares e amigos protestam contra a prisão de Wilson Alberto Rosa, homem negro preso por motivações racistas, de acordo com os organizadores. O ato tem início às 11h e acontece em frente ao metrô Brigadeiro, na Avenida Paulista.

A Ponte Jornalismo apurou que Wilson Rosa foi preso, na manhã do dia 13 de janeiro, sob a acusação de ter roubado um aparelho celular e um tablet, em agosto do ano passado. A detenção aconteceu no cruzamento das avenidas República do Libano e Ibirapuera, onde o vendedor ambulante costumava trabalhar.

Depois de ser intimado por um policial e levado para a delegacia, uma mulher teria reconhecido e apontado Wilson como o autor do crime. Mesmo sem localizar nenhum dos aparelhos, Wilson foi preso “por roubo mediante ameaça e uso de violência contra a vítima”, como prevê o artigo 157.

A União dos Coletivos Pan-africanistas (UCPA) acompanha o caso e explica em que momento está a investigação. "Wilson Rosa está sendo assistido por um advogado amigo da família. Ele percebe que as autoridades estão tratando esse caso de maneira muito particular. Wilson foi acusado de furtar um celular, mesmo que nenhum aparelho tenha sido encontrado com ele".

Para a organizaão do movimento negro, a prisão de Wilson está permeada pelo racismo. "Sem dúvidas. É mais um caso de racismo e perseguição aos pretos no Brasil. Wilson foi preso em flagrante, sem provas, somente com o reconhecimento de uma suposta vítima".

De acordo com as informações da Ponte Jornalismo, Wilson mora no Jardim Herplin, extremo sul de São Paulo, tem esposa e mais três filhos, de 5, 11 e 13 anos. Wilson trabalha como vendedor ambulante desde os seis anos de idade e atua, desde 2013, no cruzamento onde foi preso.

Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges

A Associação de Mulheres de Ação e Reação (A.M.A.R) pede colaboração financeira para continuar a prestar tratamento psicológico a mulheres negras. As doações podem ser feitas até o dia 12 de Fevereiro.

A campanha, idealizada por Thiago da Silva, estudante de Ciências Sociais da UFRJ, pelo Coletivo Negro Carolina de Jesus, e pela AMAR, tem o objetivo de arcar com os custos do local de atendimento do projeto Psicopretas, que envolve tratamento psicológico de mulheres negras através de terapias holísticas, pelo preço que as pacientes podem pagar.

Thiago enfatiza a importância de sustentar projetos como esse, por conta da sistemática violação da saúde da população negra. “Saúde é questão de sobrevivência. Para lutar por viver, é necessário sobreviver. É emergencial: precisamos ter nossa saúde cuidada. E projetos como o Psicopretas preocupam-se em cuidar da nossa saúde”.

O espaço de atendimento da AMAR, local do Projeto Psicopretas, fica na Avenida Presidente Vargas, 1147, Sala 407, no Centro. O espaço funciona de segunda a sexta, das 09:00 às 17:00.

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