Texto e edição de imagem: Pedro Borges

Encontro faz uma crítica ao aniversário da cidade de São Paulo

No dia 28 de Janeiro, a partir das 18h, o Sarau Empodera se apresenta ao público com participação especial do Musical Pelamô, coordenado pelo poeta Akins Kintê. O evento, organizado pelo Observatório da Juventude - Zona Norte e o Sarau do Kintal, ocorre no Centro Cultural da Juventude, na Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641.

O Sarau Empodera no Calçadão, com periodicidade mensal programada, surgiu a partir do Empodera Juventudes, projeto realizado em diversas escolas públicas da zona norte desde 2015, discutindo temas como: racismo, violência policial e machismo.

No primeiro encontro do ano, a organização propõe uma homenagem aos 463 anos de apartheid na “cidade que mais se quis Europa”, como diz Akins Kintê. Além do sarau com microfone aberto, teremos apresentação do recém-lançado musical “Pelamô” do poeta Akins Kintê, pela primeira vez no CCJ.

Igor Gomes, integrante do Observatório da Juventude e organizador da atividade, explica a homenagem proposta à cidade de São Paulo. “Decidimos "homenagear" a cidade nessa edição do Sarau, pois pensamos que é sempre preciso lembrar que São Paulo se constrói a partir da segregação dos pobres, pretos, nordestinos, indígenas e seus descendentes. Não só da segregação, mas também do apagamento e do extermínio”.

Para ele, Akins Kintê, cria da zona norte, é um excelente nome para o encontro, porque aborda temas ligados a gênero, raça, periferia, entre outras razões. “Incentivar trampos como o dele, é lutar contra o apartheid que estamos denunciando. A poesia preta e de quebrada está tomando de assalto e é importante termos referências como o Akins Kintê”.

Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges

Evento estimula a visibilidade da produção artística de mulheres

O Coletivo Juventude Ativa organiza o “Entre Telas e Lentes: Mulher, Arte e Resistência” neste sábado, 28 de janeiro, das 13h às 18h, na sede do grupo, na Rua Flôr de Abril, 138, Jardim Peri. O objetivo do coletivo é o de apresentar o espaço para a construção de atividades, eventos e materiais artísticos que enfatizem as questões de gênero.

O encontro tem o objetivo de reivindicar a proliferação de uma representatividade artística feminista e periférica, já que a maioria das convidadas são de diversas regiões de SP. O coletivo destaca a necessidade das mulheres, grupo animalizado e invisibilizado, ditem as construções do espaço. Especial atenção é dada para a condição das mulheres negras, as mais vulneráveis dentro da sociedade brasileira.

Ketty Valêncio, uma das organizadoras da atividade, acredita que uma narrativa positiva sobre a produção dessas mulheres pode ter um potencial emancipador. “No passado, as mulheres eram consideradas iletradas, erroneamente sem cultura, sobretudo nas artes visuais feministas, que são mulheres retratando outras mulheres, mostrando como um corpo feminino é um corpo político”.

O caráter político do evento fica evidente quando Ketty reafirma a necessidade de pensar uma mudança social a partir de uma perspectiva feminista e preta. “A mulher negra viveu e vive no apocalipse. À vista disso, a revolução será feminina ou feminista e preta”.

O encontro estimulara a troca afetiva entre as mulheres participar e oferece a oportunidade de vivenciar experiências enriquecedoras ao lado de mulheres inspiradoras. A entrada é gratuita.

Programação

13h30 Coletivo Representapreta

[Exibirá alguns episódios da websérieNossa História Invisível]

5h30 Roda de Conversa com:

Elaine Campos,Fernanda Sena,Fridas Comunica e Fotógrafae Representapreta (Nossa História Invisível).

*Durante todo evento acontecerá exposição de fotos das artistas convidadas.

Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Vinicius Martins

De 31 de janeiro a 4 de fevereiro, oficina propõe imersão em um ambiente inter-mídia tendo como base os procedimentos das artes e culturas que emergem no Atlântico Negro e seu diálogo com as tecnologias digitais de som e imagem

No fim do mês, a mostra Motumbá: Memórias e Existências Negras, que segue até março no Sesc Belenzinho, promove a oficina ‘Imersão no Ciberterreiro’ entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro. O curso, promovido pelo Coletivo Black Horizonte, tem como mote um ditado africano que diz: "Deus começou a criação e cabe a nós continuá-la", usada para se referir ao oficio do “tecer”.

O coletivo é composto por artistas ligados a distintas formas de expressão, como música, dança e artes visuais. Em suas performances, resgatam as artes, tecnologias e filosofias presentes nos quilombos urbanos e rurais formados a partir da diáspora africana. Nesse novo trabalho, o grupo propõe a experiência do rito, do sagrado e da celebração, tomando como inspiração as relações entre corpo, som, imagem e movimento presentes no candomblé, umbanda, rodas de samba, danças urbanas, capoeira e reinados.

Realizada desde novembro, a mostra integra diversas linguagens artísticas e ações culturais para apresentar um panorama das poéticas, estéticas e temáticas produzidas e interpretadas por grupos e artistas negros ou periféricos. Até março, reúne no Sesc Belenzinho apresentações de teatro, dança, música e literatura, entre outros gêneros artísticos.

Imersão no Ciberterreiro

Com Gil Amâncio e Gabriela Guerra (NEGA - Núcleo Experimental de Arte Negra e Tecnologia)

A oficina propõe imersão em um ambiente intermídia, tendo como base os procedimentos das artes e culturas que emergem no Atlântico Negro e seu diálogo com as tecnologias digitais de som e imagem. O objetivo é compartilhar os processos de criação do Coletivo Black Horizonte e experimentar, a partir de exercícios de improvisação, a criação de narrativas sonoras, visuais e coreográficas.

De 31/1 a 3/2, terça a sexta, das 19h às 22h
Dias 4 e 5/2, sábado e domingo, das 14h às 18h

Espaço de Tecnologia e Artes Visuais
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis

Início das inscrições: 5/1 (quinta), pessoalmente, a partir das 14h, no 1º pavimento.

Sobre Gil Amancio

Gil Amancio iniciou sua carreira profissional em 1976 atuando no espetáculo "O Coronel de Macambira" sob a direção de José Luiz Ribeiro. Desde então seus trabalhos como músico, ator, produtor musical e compositor tem alcançado o reconhecimento da crítica local, nacional e internacional. Ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora com os espetáculos "Grande Sertão Veredas" "Vida de Cahorro" da Cia Sonho e Drama e "Quilombos Urbanos" da Cia SeráQue?. Em 2002 foi indicado para o premio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Gramado com o filme "Uma Onda no Ar" de Helvécio Ratton. Como artista, participou de festivais e residências no Senegal, Berlin, Havana, Lion, Cordoba, Caracas, Biel e foi idealizador e curador do FAN - Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. Gil Amancio atuou ao lado de músicos como Milton Nascimento, Marcus Vianna, e Renegado. E como produtor musical do disco "Ta Caindo Fulô" do grupo Meninas de Sinhá ganhou o Prêmio Tim de música e Prêmio Aval da Petrobras. Fundador do NEGA - Núcleo Experimental de Arte Negra e Tecnologia e Co-fundador do Coletivo Black Horionte. É professor de Trilha Sonora do curso de Teatro do CEFAR. Atualmente é consultor artístico do Plug Minas.

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