Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Camerata do Instituto Baccarelli; Com ingressos a preços populares, o programa da manhã, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, inclui obras de consagrados compositores brasileiros, como Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga; à tarde, repertório erudito com peças de Mendelssohn, Locatelli e Händel

Em continuidade ao calendário de apresentações no Auditório MASP-Unilever, o Instituto Baccarelli levará ao palco, em 20 de novembro, os integrantes da Orquestra Sinfônica Heliópolis (OSH), às 11h, e da Camerata do Instituto Baccarelli, às 16h. As apresentações ocorrem com ingressos a preços populares.

O domingo musical tem início com a OSH – o principal núcleo musical do Instituto – sob a regência do maestro Edilson Ventureli e participações da soprano Erika Muniz, integrante do Coro da Osesp, e do flautista Leandro Oliveira. O programa idealizado para a apresentação presta homenagem ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), reunindo solistas e obras que remetem ao tema da data comemorativa, e será aberto por peças sacras do padre, compositor, professor de música, maestro e instrumentista brasileiro José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). A primeira composição é “Abertura (em Ré)”, seguida por “Te Christe Solum Novimus”. De José Rodrigues Domingues de Meireles (1760-1800), será interpretada a obra “O Lingua Benedicta – Para Soprano Solo, Cordas e Continuo”.

Orquestra Sinfônica HeliópolisComposiçãoNa segunda parte do programa, a OSH brindará a plateia com obras assinadas por grandes compositores brasileiros. De Antonio Carlos Gomes (1836-1896), será executada “Pensamentos”; de Oscar Lorenzo Fernandez, “Essa Nega Fulô; de Radamés Gnattali (1906-1988), “Suíte Retratos”. O encerramento trará para a plateia duas obras de grande popularidade: “Corta-Jaca”, de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), e “Carinhoso”, de Pixinguinha (1897-1973).

À tarde, sobem ao palco do auditório da Avenida Paulista os músicos da Camerata do Instituto Baccarelli, sob a orientação de Pedro Visockas, e participação de Juan Rossi ao violino. O repertório inclui a “Sinfonia de Cordas n0 1 em Dó Maior”, de Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847); o “Concerto Para Violino em Ré Maior, Op. 2 no 12 – O Labirinto Harmônico”, de Pietro Locatelli (1695-1764); e, para fechar a apresentação, o “Concerto Grosso em Lá Menor, Op. 6 nº 4, HWV 322”, de Georg Friedrich Händel (1685-1759).

Serviço:

Auditório MASP Unilever
Endereço: Avenida Paulista, 1578
Dia e horário: 20/11, às 11h e às 16h
Duração: 60 minutos
Ingressos (preços populares): R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Capacidade: 374 pessoas; há acesso para portadores de necessidades especiais
Vendas: bilheteria do MASP ou pela Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)
Classificação: livre

Sobre a Orquestra Sinfônica Heliópolis

A Orquestra Sinfônica Heliópolis, um dos programas do Instituto Baccarelli, promove prática orquestral e conhecimento de repertório sinfônico a alunos avançados da instituição. Conta com Isaac Karabtchevsky como seu diretor artístico e regente titular e Zubin Mehta, como patrono. A versatilidade do grupo permite à sinfônica transitar pelo universo da música de concerto e da música popular, mantendo alto padrão de excelência na execução das obras. Assim, já se apresentou sob a regência dos maestros Zubin Mehta, Peter Gülke, Yutaka Sado, acompanhada de Julian Rachlin, Erik Schumann, Domenico Nordio, Paula Almerares, Leonard Elschenbroich, Arnaldo Cohen, Jean-Louis Steuerman, Antonio Meneses, Ricardo Castro e de artistas consagrados como Ivete Sangalo, Milton Nascimento, João Bosco, Luiz Melodia, Lenine, Paula Lima, Toquinho, Fafá de Belém e Ivans Lins, entre outros. O grupo tocou em importantes palcos, como Sala São Paulo, Theatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Gasteig (Alemanha) e Muziekgebouw (Holanda), além de ter participado de eventos como o Festival Beethoven (Bonn/Alemanha) e Rock In Rio, com Mike Patton.

Sobre a Camerata

Um dos mais novos grupos musicais do Instituto Baccarelli, a Camerata iniciou seus estudos e ensaios em 2016. Sob a orientação de Pedro Visockas, atua com a formação de 14 violinos, 4 violas, 4 violoncelos e 2 contrabaixos. Formada por estudantes do Instituto Baccarelli, tanto da Orquestra Sinfônica Heliópolis quanto da Orquestra Juvenil Heliópolis, o grupo trabalha agilmente repertórios que vão do barroco à música contemporânea, focados em peças com partes solistas proeminentes, com intuito de estimular o virtuosismo e as habilidades técnicas individuais, além de preparar os alunos – na prática – para a vida profissional.

Sobre o Instituto Baccarelli

Em 1996, sensibilizado por um incêndio de grandes proporções em Heliópolis, o maestro Silvio Baccarelli prontificou-se a ensinar música para 36 crianças e jovens da comunidade, como forma de diminuir o sofrimento das famílias atingidas e contribuir para a autoestima e possibilidade de educação desses menores. Como o bairro da zona sul paulistana não dispunha de local apropriado para as atividades, o maestro cedeu o próprio imóvel, o Auditório Baccarelli (localizado na Vila Clementino), para dar início às aulas. Dos participantes desse estágio inicial, dois ex-integrantes do coral que o maestro regeu por várias décadas em São Paulo permaneceram à frente do Instituto: os irmãos Edilson e Edmilson Venturelli.

Além da gestão executiva e da imagem institucional, eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento das diferentes atividades da entidade, e por ampliar significativamente a dimensão da instituição de ensino. Hoje, 1.300 menores são beneficiados pelos programas socioculturais, que abrangem 5 orquestras, 14 corais, 23 grupos de musicalização, 6 grupos de câmara e 2 cameratas, sob a responsabilidade de 68 profissionais da música. O Instituto Baccarelli conta com Isaac Karabtchevsky como diretor artístico e com o patrono indiano Zubin Mehta, que, após ter visitado a Instituição em 2005, se encantou com o poder da música enquanto ferramenta de transformação social. Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Master: Petrobras; Ouro: BNDES, Vivo e Volkswagen; Prata: Banco Volkswagen e Grupo Segurador BB & Mapfre; Bronze: Bradesco, Cielo, Instituto Votorantim, Magazine Luiza e Pernambucanas.

Instituto Baccarelli

Endereço: Estrada das Lágrimas, 2.317 – Heliópolis, São Paulo/SP
Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h30; sábados, das 8h às 15h30
Contatos: (11) 3506-4646 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Site: www.institutobaccarelli.org.br

Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Baseado no livro O mundo no black power de Tayó, de Kiusam de Oliveira, a apresentação defende a riqueza cultural afro-brasileira e enfrenta o preconceito

Celebrando o feriado da Consciência Negra, o Auditório Ibirapuera apresenta Tayó – O Musical, dia 20 de novembro, domingo, às 19h, com entrada gratuita. O espetáculo foi inspirado no livro O Mundo no Black Power de Tayó, de Kiusam de Oliveira. Criado pela autora do livro e a banda Morabeza Nação, o musical narra a vida da princesa Tayó, cujo nome significa “da alegria”, uma menina negra, de seis anos, que se orgulha do seu cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o de diversas formas.

A trama apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. “Mas como pode ser ruim um cabelo fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas. O enredo transforma o enorme cabelo crespo de Tayó em uma metáfora que enriquece a cultura negra e abre espaço para uma conversa sobre educação étnico-racial.

Tayó – O Musical tem como tônica a sensibilidade, usada para tratar a questão de uma possível educação para as relações étnico-raciais onde as pessoas consigam viver felizes e aceitando as belezas presentes nas diferenças. Kiusam conta da história no palco, narrando a jornada da menina ora interpretada por Mariana Per e pela boneca Tayó, feita pela artesã de boneca(os) negros, Luciene Campos. A trilha sonora é de Léo Cavalcante e Renato Gama, este último, criador de composições feitas especialmente para o espetáculo.

Brasilidades e africanidades se encontram no musical em uma forma específica de contar histórias, nos figurinos afro-contemporâneos, e no cenário, inspirado inteiramente em tudo o que a princesa Tayó carrega em seu penteado.

Sobre os criadores:

Kiusam de Oliveira é artista multimídia, arte-educadora, bailarina, coreógrafa e contadora de histórias. Sobre o tema, ministra cursos, palestras, oficinas e workshops em congressos e universidades em todo o país. Além de Tayó, é autora de Omo-Oba: histórias de princesas (2009). Nascido para cantar histórias, o Grupo Morabeza Nação tem como formação músicos da banda Nhocuné Soul, que trazem na bagagem referencias africanas e acreditam ser possível conviver com a diversidade de um jeito leve, agradável e construtivo.

Repertório:

1. Dança das flores – Renato Gama
2. Seus olhos – Renato Gama/Ananza Macedo/Ronaldo Gama/Kiusam de Oliveira
3. Orobô – Renato Gama/Kiusam de Oliveira
4. Black Power – Renato Gama
5. Mamãe – Renato Gama
6. Neguinha sim – Renato Gama
7. Voltar minha mãe – Renato Gama
8. Orixás (ninar) – Renato Gama
9. Reinado – Renato Gama
10. Tayó – Renato Gama

Serviço:

Tayó – O Musical

Dia 20 de novembro, domingo, às 19h

Duração: 90 minutos (aproximadamente)

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação

Limite de dois ingressos por pessoa

Capacidade: 806 lugares

Classificação indicativa: Livre.

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Capacidade: 806 lugares

Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera

(Entrada para carros pelo Portão 3)

Fone: 11.3629-1075

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http://www.auditorioibirapuera.com.br/

Ônibus:

Linha 5154 – Terminal Sto Amaro / Estação da Luz
Linha 5630 – Terminal Grajaú / Metrô Bras
Linha 675N – Metrô Ana Rosa / Terminal Sto. Amaro
Linha 677A – Metrô Ana Rosa / Jardim Ângela
Linha 775C/10 – Jardim Maria Sampaio / Metrô Santa Cruz
Linha 775A/10 – Jd. Adalgiza / Metrô Vila Mariana
O Auditório Ibirapuera não possui estacionamento ou sistema de valet. O estacionamento
do Parque Ibirapuera é Zona Azul e tem vagas limitadas. Sugerimos que venha de táxi ou transporte público

Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Além de promover uma campanha focada em conscientizar os times da várzea sobre a importância de defender os direitos da Juventude Negra e Periférica, a terceira edição do Festival do Doladodecá abre espaço para jogos entre equipes femininas, times veteranos e equipes da categoria juvenil sub-17

Com o objetivo de consolidar o futebol de várzea como um dos pilares da cultura periférica, a Rede DoLadoDeCá, especializada em pesquisas de mercado e ativação de marcas junto às classes populares por meio do Negócio Social, acaba de anunciar a realização da terceira edição do Festival do Doladodecá, evento que acontece em duas rodadas com jogos festivos, nos dias 19 de novembro no Campo do Jardim Paulistano, localizado no Jardim Iguatemi, zona leste de São Paulo, e 03 de dezembro no Campo do Vila Isabel, na cidade de Osasco, região metropolitana do Estado de São Paulo.

Além de reunir 20 equipes importantes da periferia de São Paulo e abrir espaço para jogos entre equipes femininas, times veteranos e a categoria juvenil sub-17, a terceira edição do Festival do DoLadoDeCá destaca a realização da campanha "Contra a Morte de Jovens Negros na Periferia", uma iniciativa focada em inserir o mundo da várzea na defesa dos Direitos Humanos e da Juventude Negra e Periférica.

Segundo Carlos Canu, diretor da Rede DoLadoDeCá, o festival deste ano irá mostrar a força do futebol de várzea na promoção de ações sociais e culturais dentro da periferia. "A juventude negra e periférica faz parte da história de criação da várzea, por isso chegou a hora das equipes se unirem ainda mais dentro e fora de campo, para combater o genocídio. E isso justifica a criação desta campanha, pois reconhecemos o valor da militância social e cultural que cada equipe desenvolve em suas comunidades", enfatiza ele, explicando que a iniciativa de fazer a campanha surgiu com o engajamento e a articulação da Rede Doladodecá com as ações afirmativas promovidas pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial. 

 

Outro diferencial do evento é a ativação da economia local, por onde passam as equipes, torcidas e artistas. "Nós buscamos agregar ao evento novos significados, como o empreendedorismo social, geração de renda e oportunidades de negócio para todas as pessoas envolvidas, pois desta forma, podemos deixar um legado positivo, por onde vamos passar com as partidas do Festival", enfatiza o diretor da Rede DoLadoDeCá.

Com uma expectativa de público estimado em 15 mil pessoas, a terceira edição do evento conta outros atrativos além do futebol."O encerramento do festival é sempre um momento marcante na vida dos moradores da comunidade e das equipes, pois ele mescla a euforia das torcidas com as apresentações musicais no final dos jogos", diz Canu.

Ele reforça que toda as expressões culturais e esportivas que acontecem durante o Festival DoLadoDeCá são registradas pelas vozes do Narra Várzea. "Quem estiver presente na beira do campo, assistindo uma das partidas vai vibrar e interagir com cada lance dos jogos, pois além das grandes equipes, teremos a presença do Narra Várzea para comentar e narrar os jogos", relata ele, explicando que o Narra Várzea é um projeto criado por músicos, poetas e articuladores culturais da periferia, para fazer os comentários em beiras de campo durante os jogos, mesclando poesia e música.

O Festival DoLadoDeCá foi criado em 2014 pela jornalista Tatiana Ivanovici. A essência do evento surge da admiração da jornalista pelo esporte e pela transformação social promovida pelas equipes em suas comunidades. A partir destas referências, o evento se tornou uma importante ferramenta para reunir anualmente as principais equipes para destacar o esporte como um dos principais pilares da cultura periférica.

Agenda
1° Rodada - Festival Doladodecá 2016
Local: Campo do Paulistano
Endereço: Av. Ragueb Chohfi, 5450 - Jardim Iguatemi - São Paulo/SP
Data: 19/11
Horário: das 10h às 19h
Entrada: Gratuita

2° Rodada - Encerramento do Festival Doladodecá 2016
Local: Campo Toca da Coruja - Vila Isabel
Endereço: Avenida Eucalipto, 281, Osasco/SP
Data: 03/12
Horário: 10h
Entrada: Gratuita

Sobre a Rede DoLadoDeCá:

A Rede DoLadoDeCá é formada por um grupo de profissionais de comunicação com expertise em diversas áreas, responsável pela criação da primeira plataforma de comunicação integrada focada nas comunidades.O DoLadoDeCá nasceu das classes populares para as classes populares, divulgando a cultura periférica em qualquer lugar do país. A Rede DLDC acredita no Progresso Compartilhado, trabalhando o potencializando os talentos de periferia e, com isto, capacitando e desenvolvendo ações que valorizam e respeitam a linguagem destas pessoas. Fazendo desde geração de conteúdo, até pesquisas de mercado com metodologia própria, conceituação para ativação de marca nas comunidades, vivências de executivos, mapeamento de redes de distribuição de produtos e ativação de PDVs, mapeamento de eventos, produção de eventos customizados e consultoria, que visa a aproximação das marcas com estes públicos.

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

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