Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Projeto reúne importantes organizações do movimento negro brasileiro

No dia 29 de Novembro, terça-feira, das 14h às 21h, é inaugurado o Fórum Permanente pela Igualdade Racial (FOPIR). No Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, a atividade conta com a participação de representantes das entidades criadoras do Fórum, como o CEERT, Odara, Fundo Baobá, Geledés, INESC, ABPN, AMNB, COJIRA-RIO, GEMAA, IPEAFRO, LAESER, Observatório de Favelas, Anistia Internacional e Redes de Desenvolvimento da Maré.

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O Fórum Permanente pela Igualdade Racial (FOPIR) é uma coalização de organizações antirracistas que tem como propósito desenvolver estratégias e ações de diagnóstico, mobilização, comunicação e incidência política capazes de deflagrar um debate amplo e democrático em prol do enfrentamento do racismo e do sexismo e na defesa das políticas de promoção da igualdade racial e de gênero.

A proposta é atuar nos seguintes eixos: juventude negra e mulheres negras. As ações do FOPIR objetivam impactar governos, Ministério Público, parlamentares, operadores da justiça, mídia, sociedade e formuladores de políticas públicas na luta por um Estado democrático e inclusivo.

Programação:

Dia 29 de novembro (terça-feira)

14h00 - Ato simbólico com participação de segmentos religiosos de Brasília e região contra o Racismo e a Intolerância Religiosa

14h30 - Debates Internacionais “Década dos Povos Afrodescendentes: Onde estamos e para onde vamos?”
- Vicenta Camussu, representante da Red de Mujeres Afrodescendientes Cono Sur (Uruguai);
- Dulce Pereira, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
- Luiz Alberto, ex-deputado Federal (PT-BA) e militante fundador do MNU;
- Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres e do GT Gênero e Raça da ONU;
- Nilcea Freire, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

16h30 – 17h10 - Apresentação do FOPIR

17h10m – 18h10 - Leitura do documento Análise de Conjuntura do Estado brasileiro e as desigualdades sociorraciais no século XXI
- Diálogos com convidados sobre o documento

18h30 – 21h00 – Coquetel de Lançamento do FOPIR Mostra artística

Dia 30 de novembro (quarta-feira) -

Realização de Audiências do FOPIR - com entrega do documento de Análise de Conjuntura do Estado brasileiro e as desigualdades sociorraciais no século XXI, junto as seguintes instituições: Congresso Nacional, Advocacia Geral da União (AGU), Defensoria Pública da União (DPU), Organizações das Nações Unidas (ONU) e Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Entrevista: Pedro Borges / Entrevistada: Janaína Damaceno

Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ). Doutora em Antropologia Social (2013) pela USP, Mestre em Educação (2008) e Bacharel em Filosofia (1999) pela Unicamp. Realizou o pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar, com o projeto "Uma Vida em Arquivos", cuja temática era a formação de arquivos visuais e audiovisuais de movimentos sociais negros no Brasil, na África do Sul e nos Estados Unidos. Um dos resultados da pesquisa foi a realização do curso de extensão "Cinema Negro, Fotografia e Políticas de Representação". Em março de 2014, participou das Jornadas Cinematográficas da Mulher Africana de Imagem em Burkina Faso. Em novembro e dezembro de 2014, realizou pesquisas no Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema (INAC) de Moçambique e na África do Sul. Desde novembro de 2013 é uma das coordenadoras do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE).

P: Qual a importância de se ter um ídolo ou um ícone que seja a imagem e semelhança da pessoa? Qual a importância disso para a identidade dos seres humanos?

R: Vivemos numa sociedade de imagens e elas ajudam a construir a ideia que temos de nós mesmos e dos outros. Elas ajudam a construir nossas identidades porque este não é um processo solitário, ele é um processo solidário. O que dizem e como nos representam é central no processo de produção de identidades, e a cultura visual e audiovisual, pela sua centralidade em nossa sociedade, é um dos principais espelhos na construção das identidades sociais e individuais.

 

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