Texto: Pedro Borges / Imagem: Vinicius Martins

Angela Davis e Lélia Gonzalez são as principais referências da formação

No dia 14 de janeiro, sábado, das 14h às 18h, o Coletivo Di Jejê organiza formação sobre o feminismo negro. A atividade acontece na Casa Comunitária do Coletivo Di Jejê, em Santana, Zona Norte de São Paulo.

O curso é voltado para pessoas que pesquisam o tema ou tem interesse em pesquisar. De maneira prática, será debatida uma metodologia de pesquisa científica no campo do Movimento Negro. Além de aprimorar as pesquisas e refletir o tema, Jaqueline Conceição, integrante do Coletivo Di Jejê e organizadora da atividade, deseja que o encontro impacte o movimento social. “Esperamos, que apesar de ser um curso com foco em método de pesquisa, ele também impacte nos movimentos sociais, no movimento negro, no que tange a questão da mulher negra”.

FeminismoNegro

Ela destaca também a importância de debater o feminismo negro no país de maneira fundamentada e qualificada. “O campo no Brasil tem crescido muito nos últimos cinco anos, embora ele seja antigo, desde a segunda metade do século passado. O Di Jejê vem contribuindo no sentido de sistematizar as pesquisas feitas e desenhar esse cenário acadêmico, dentro do campo do feminismo negro na academia”.

Entre as referências do curso estão as intelectuais e ativistas Angela Davis e Lélia Gonzalez. “Vamos usar Angela Davis e Lélia Gonzalez. A Davis, por conta da rigorosidade metodológica, e ser uma autora muito trabalhada no Di Jejê. A Lélia, por conta de suas contribuições teóricas fundamentais para o feminismo negro no Brasil”, explica Jaqueline.

Serviço:

Curso Presencial O que é feminismo negro?
Data:14 de Janeiro de 2017
Local: Espaço Comunitário Coletivo Di Jejê
Horário: 14hs as 18hs
Valor: 75,00
Vagas: 20 lugares

Cronograma:

14h - Apresentação
14h30m - De qual feminismo negro estamos falando?
15h - Café
15h30 - Feminismo negro ou luta das mulheres negras?
17hs - Objeto de estudo, método e analise de dados: feminismo negro, um campo em construção
18hs - Encerramento

Bibliografia:

DAVIS, Angela. Mulher, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016
DAVIS, Angela. Woman, politcs and culture. New York: New Randow, 1995.
A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social.” Raça e Classe. (5): 2, nov./dez. 1988.
Lugar de negro (com Carlos Hasenbalg). Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982. 115p. p. 9-66. (Coleção 2 Pontos, 3.)
Eu sou atlantica (Beatriz Nascimento)

- Os textos serão entregues impressos no dia do curso - Curso com certificação

Após o preenchimento da ficha de inscrição, realize o pagamento. Após o pagamento confirme por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou what's app (11 944681000)

Banco do Brasil
Agência: 0386-7
Conta Corrente: 90326-4
CNPJ: 19.689.335/0001-97
Favorecido: Jaqueline Conceição da Silva33974783830
Valor: 75 reais

Pagamento cartão de crédito

Texto: Divulgação

A cidade de Belo Horizonte recebeu no final de 2016 um espaço importante para a comunidade negra e para a diversidade da literatura no município. A livraria Bantu abriu as portas para um público que anseia um contato literário com a afro brasilidade.

Jornalista e pesquisadora na área da representatividade negra, Etiene Martins encontrava dificuldades em adquirir livros que retratam o assunto precisando percorrer diversas livrarias tradicionais da cidade e algumas vezes ficava frustrada. “Não são raros os livros com essa temática estarem esgotados nos estoques das livrarias mesmo que a editora ainda esteja distribuindo. As vezes eu encontrava um livro ou outro de grandes editoras, mas como a maioria dos escritores negros lançam em editoras de pequeno porte ou até mesmo de forma independente nós mineiros ficávamos sem ter onde recorrer”, afirma Etiene.

Diante desse cenário, a jornalista decidiu abrir uma livraria que ficasse incumbida de reuni obras biográficas, fictícias, poéticas, religiosas além de materiais pedagógicos, literaturas brasileiras e estrangeiras com a temática africana e afro-brasileira em um único lugar. Garantindo assim uma visibilidade e acesso ao tema dando um suporte aos escritores que publicam de forma independente, as editora de pequeno porte e também reunindo o material com essa temática das grandes editoras.

A Livraria Bantu está localizada ao lado da Praça da Estação, Avenida dos Andradas 367, loja 211B.

Texto: Pedro Borges / Imagem: WikiCommons

Formação é uma das poucas no país a discutir a importância histórica da religiosidade afro-brasileira

Entre os dias 20 de janeiro e 19 de fevereiro, O Coletivo Di Jejê oferece curso online sobre a importância histórica do Candomblé. A formação acontece na plataforma gratuita Moodle e as inscrições podem ser feitas aqui até o dia 19 de janeiro.

Por meio de vídeos, leitura de textos, debates, e outras atividades, o curso pretende apresentar as quatro nações do Candomblé, Efons, Jejês, Yourubas, Bantus, e as suas respectivas contribuições para a cultura brasileira. Entre os temas abordados, estão vestuário, alimentação, oralidade, expressões, hábitos, costumes e musicalidade.

Jaqueline Conceição, fundadora do Coletivo Dijejê e idealizadora do curso, destaca a importância de se debater o candomblé no país. "Essa é a religião criada em território nacional mais antiga que se tem notícia. Há a presença de referências europeias, indígenas, mas há uma supremacia da tradição africana. É importante discutir o Candomblé não só pelo viés religioso, preceitos e fundamentos, mas pela importância e pelo legado que ele traz para a sociedade brasileira".

ImagemDijeje

O Coletivo Di Jejê, especializado em debater o papel da mulher negra na sociedade, aponta durante o curso que ela tem papel central no Candomblé. "Não dá para falar de Candomblé sem falar de mulheres. No Brasil há grandes nomes, de duas líderes religiosas, a Mãe Stella de Oxóssi e Mãe Menininha de Gantois, dois nomes importantes para manter a memória negra, a resistência negra a partir da prática religiosa. São mulheres reconhecidas internacionalmente, e são dois legados vivos sobre a importância da mulher ocupar os seus espaços de origem, que é qualquer lugar onde ela quiser estar", explica Jaqueline Conceição.

Serviço:

Curso on line: A importância histórica do candomblé: um estudo sobre as quatro nações
Inicio: 20 de Janeiro
Término: 19 de Fevereiro
Valor: 60,00
Vagas: 20 lugares

Bibliografia básica:

Verger, Pierre. Orixás.
Prandi, Reginaldo. A mitologia dos orixás
Candomblé: uma religião de corpo e alma
Santos, Maria Stella Azevedo. Meu tempo é agora.
Verger, Pierre. Lendas africanas dos orixás.
Santos, Edmar Ferreira. O poder dos candomblés.

Documentários:

Devoção
Mensageiro entre dois mundos
Na rota dos orixás
Exu: o guardião do saber
A cidade das mulheres

Filmes:

O jardim das folhas sagradas
Meninos de Areia
Tenda dos Milagres

Conteúdo:

Módulo I - Os efons
Módulo II - Os jejês
Módulo III - Os yorubas
Módulo IV- Os bantus
Módulo V - As mulheres no candomblé
Módulo VI - Para fora dos terreiros: das comidas ao sistema de organização social

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