Texto: Divulgação

A cidade de Belo Horizonte recebeu no final de 2016 um espaço importante para a comunidade negra e para a diversidade da literatura no município. A livraria Bantu abriu as portas para um público que anseia um contato literário com a afro brasilidade.

Jornalista e pesquisadora na área da representatividade negra, Etiene Martins encontrava dificuldades em adquirir livros que retratam o assunto precisando percorrer diversas livrarias tradicionais da cidade e algumas vezes ficava frustrada. “Não são raros os livros com essa temática estarem esgotados nos estoques das livrarias mesmo que a editora ainda esteja distribuindo. As vezes eu encontrava um livro ou outro de grandes editoras, mas como a maioria dos escritores negros lançam em editoras de pequeno porte ou até mesmo de forma independente nós mineiros ficávamos sem ter onde recorrer”, afirma Etiene.

Diante desse cenário, a jornalista decidiu abrir uma livraria que ficasse incumbida de reuni obras biográficas, fictícias, poéticas, religiosas além de materiais pedagógicos, literaturas brasileiras e estrangeiras com a temática africana e afro-brasileira em um único lugar. Garantindo assim uma visibilidade e acesso ao tema dando um suporte aos escritores que publicam de forma independente, as editora de pequeno porte e também reunindo o material com essa temática das grandes editoras.

A Livraria Bantu está localizada ao lado da Praça da Estação, Avenida dos Andradas 367, loja 211B.

Texto: Pedro Borges / Imagem: WikiCommons

Formação é uma das poucas no país a discutir a importância histórica da religiosidade afro-brasileira

Entre os dias 20 de janeiro e 19 de fevereiro, O Coletivo Di Jejê oferece curso online sobre a importância histórica do Candomblé. A formação acontece na plataforma gratuita Moodle e as inscrições podem ser feitas aqui até o dia 19 de janeiro.

Por meio de vídeos, leitura de textos, debates, e outras atividades, o curso pretende apresentar as quatro nações do Candomblé, Efons, Jejês, Yourubas, Bantus, e as suas respectivas contribuições para a cultura brasileira. Entre os temas abordados, estão vestuário, alimentação, oralidade, expressões, hábitos, costumes e musicalidade.

Jaqueline Conceição, fundadora do Coletivo Dijejê e idealizadora do curso, destaca a importância de se debater o candomblé no país. "Essa é a religião criada em território nacional mais antiga que se tem notícia. Há a presença de referências europeias, indígenas, mas há uma supremacia da tradição africana. É importante discutir o Candomblé não só pelo viés religioso, preceitos e fundamentos, mas pela importância e pelo legado que ele traz para a sociedade brasileira".

ImagemDijeje

O Coletivo Di Jejê, especializado em debater o papel da mulher negra na sociedade, aponta durante o curso que ela tem papel central no Candomblé. "Não dá para falar de Candomblé sem falar de mulheres. No Brasil há grandes nomes, de duas líderes religiosas, a Mãe Stella de Oxóssi e Mãe Menininha de Gantois, dois nomes importantes para manter a memória negra, a resistência negra a partir da prática religiosa. São mulheres reconhecidas internacionalmente, e são dois legados vivos sobre a importância da mulher ocupar os seus espaços de origem, que é qualquer lugar onde ela quiser estar", explica Jaqueline Conceição.

Serviço:

Curso on line: A importância histórica do candomblé: um estudo sobre as quatro nações
Inicio: 20 de Janeiro
Término: 19 de Fevereiro
Valor: 60,00
Vagas: 20 lugares

Bibliografia básica:

Verger, Pierre. Orixás.
Prandi, Reginaldo. A mitologia dos orixás
Candomblé: uma religião de corpo e alma
Santos, Maria Stella Azevedo. Meu tempo é agora.
Verger, Pierre. Lendas africanas dos orixás.
Santos, Edmar Ferreira. O poder dos candomblés.

Documentários:

Devoção
Mensageiro entre dois mundos
Na rota dos orixás
Exu: o guardião do saber
A cidade das mulheres

Filmes:

O jardim das folhas sagradas
Meninos de Areia
Tenda dos Milagres

Conteúdo:

Módulo I - Os efons
Módulo II - Os jejês
Módulo III - Os yorubas
Módulo IV- Os bantus
Módulo V - As mulheres no candomblé
Módulo VI - Para fora dos terreiros: das comidas ao sistema de organização social

Texto e Edição de Imagem: Divulgação

Disco conta com a participação de artistas como Rincon Sapiência, Sant e Raony e Keops da banda Medulla

Depois de ganhar destaque em 2016 com o videoclipe “Diáspora” e o EP “Filhos De Um Deus Que Dança”, o rapper Thiago Elniño apresenta o disco “A Rotina de Pombo”. A obra vai a público no dia 1 de Fevereiro.

Produzido durante 5 anos, “A Rotina do Pombo” tem instrumentais de produtores de diversos cantos do país com sonoridade boom bap e jamaicana e participação de importantes nomes da cena Hip Hop nacional, como Rincon Sapiência, MC Sant, Flávio SantoRua, Tamara Franklin, Douglas Din e os gêmeos Raony e Keops da banda Medulla.

Conceitual, o disco conta a história de “Sem Nome”, um jovem preto de 27 anos que alimenta o sonho de ser músico enquanto trabalha em um sub-emprego e lida com dificuldades comuns aos jovens pretos brasileiros. No disco, cada participação é encarada por um personagem que habita a cidade fictícia e contém elementos de Volta Redonda, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Junto ao disco será lançada uma plataforma/galeria virtual que expõe o trabalho de diversos artistas com linguagens diferentes que, ao produzir suas leituras do conceito do disco, fazem com que o projeto conte ao todo com mais de 50 colaboradores.

RSS

feed-image RSS

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com

Mais Lidos