Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Local do debate é onde se concentra o acervo do Fundo Clóvis Moura

“Clóvis Moura e a Imprensa Negra no Brasil: jornalismo de resistência” é tema do Debate Centro de Documentação e Memória (CEDEM) que ocorre no próximo dia 10 de novembro de 2016, às 18h30, na Praça da Sé, 108 – 1º andar, próximo ao metrô Sé.

O tema vem sendo objeto de pesquisa de diversas áreas do conhecimento. Neste debate, pretende-se analisar a contribuição do sociólogo, historiador e jornalista Clóvis Moura (1925-2003), considerando que essa imprensa é secular no país e as aproximações desse autor com os periódicos perpassam diversas de suas obras, entre as quais a publicação em fac-simile do título Imprensa Negra, em 1984.

Busca-se, ainda, a compreensão da maneira pela qual o estudo do “jornalismo de resistência,” praticado por Moura, foi influenciado por seus compromissos e vinculações políticas, presentes no diálogo, entre intelectuais e ativistas, relativo à chamada Questão Negra no Brasil e ao enfrentamento do racismo e sua inserção na cultura política no século XX.

Participam do evento os professores Teresa Malatian, Cleber Santos Vieira e a historiadora Soraya Moura. Teresa é mestre em História pela PUC-SP, doutora em História pela USP e livre-docente em Historiografia. Professora Titular aposentada da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Unesp, Câmpus de Franca, onde desenvolve trabalho no Programa de Pós-Graduação em História e Cultura. Tem realizado pesquisas na área de História política, com ênfase em biografias e temas ligados a história dos negros no Brasil.

Vieira é mestre em História pela Unesp, Câmpus de Franca e doutor em Educação pela USP. É professor adjunto da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Unifesp, onde atua no Departamento de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência. É membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-Unifesp).

Filha de Clóvis Moura, Soraya é graduada em História pela USP e proprietária da empresa Armazém de História Projetos Culturais. Há mais de vinte anos atua na área de pesquisa histórica e organização de acervos institucionais.

A condução do debate estará a cargo da historiógrafa do CEDEM Solange Souza. Graduada em História pela USP, possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Arquivologia.

Serviço:

Clóvis Moura e a Imprensa Negra no Brasil: jornalismo de resistência Data e horário: 10/11/2016, 5ª feira às 18h30; Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé); Certificado de participação a ser retirado durante o evento - Duração: 2h30; Informações: (11) 3116–1701- Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Inscrições gratuitas: http://www.cedem.unesp.br/#!/form/ www.cedem.unesp.br / www.facebook.com/cedemunesp

Texto: Juninho Jr. / Edição de Imagem: Vinicius Martins

A idéia de uma sociedade livre, onde cada indivíduo a partir do seu próprio esforço deve construir a sua trajetória, é bastante sedutora. Afinal, somos todos humanos, somos todos capazes, portanto, podemos chegar onde quisermos e senão atingirmos os objetivos estabelecidos, a culpa é única e exclusivamente sua.

Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Divulgação

Na bibliografia, há referências sobre Marcus Garvey e o rapper Tupac Shakur

O Ciclo de Formação Marcus Garvey convida Jordan Fields (Bixop), professor, rapper e videomaker, nascido nos Estados Unidos e residente no Brasil, para ministrar o curso “Diáspora Connection: Inglês e Pensamento Preto”. As atividades acontecem na Avenida Comendador Santana, 275, Capão Redondo, e as inscrições devem ser feitas por e-mail, com o preenchimento de uma ficha e o envio de foto colorida.

Serão disponibilizadas duas turmas com 10 integrantes nos seguintes horários: 1° grupo das 10:00h às 11:30h e o 2°, das 12:00h às 13:30h. Cada encontro custa R$ 30,00, o que totaliza R$ 120,00 por mês, valor que já inclui o material didático do curso. Será feita também avaliação previa de nível de conhecimento da língua inglesa, para melhor organização das turmas.

A proposta da atividade é propagar o conhecimento da língua inglesa para negras e negros, assim como entrar em contato com autores pouco ou nunca traduzidos para o português, como explica Aliado Treze, um dos organizadores do projeto. “Quando falamos em formação, estamos reforçando o preparo para a união do nosso povo, em uma sociedade que visa o tempo inteiro nos embranquecer. Se faz necessário conhecer outra ótica, que não seja a eurocêntrica. Por isso a importância de trazer intelectuais pretos para nossa comunidade, porque isso é dizer que temos história e não somos apenas seres humanos escravizados como somos pintados diariamente”.

Ele também ressalta a importância de se reverberar o acesso ao conhecimento para a comunidade negra. “Sabemos que o curso de inglês é muito caro, muito dos nossos não tem acesso a outro idioma. O curso serve pra mostra que quando trabalhos em união conseguimos avanços sem precisar do apoio dessa sociedade branca, que nos aniquila há séculos e que o “noiz por noiz” sempre existiu, assim como Marcus Garvey sempre propôs”.

Serão utilizados apenas textos de autores negros que tratam de temáticas relacionadas a comunidade negra em África e diáspora. A atividade conta com o apoio do coletivo As Herdeiras de Aqualtune.

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