Texto: Vinicius Martins / Imagem: Divulgação

Atividade prática pretende explicar técnicas e fundamentos importantes para desenvolvimento de projetos acadêmicos

No dia 4 de fevereiro, sábado, o Coletivo Di Jejê organiza o primeiro curso presencial do mês, focado na escrita de projetos de pesquisa acadêmica. A atividade acontece na Casa Comunitária Coletivo Di Jejê, localizada na rua Caetano Gonçalves, número 75, das 10h às 16h. As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 3 de fevereiro.

O curso oferece 15 vagas e os participantes receberão uma apostila como material de apoio e terão direito à certificação. A prática consiste em apresentar as etapas fundamentais para um projeto de pesquisa: a utilidade e importância do referencial teórico, métodos de pesquisa como a coleta e análise de dados, a elaboração de justificativa, relevância, hipóteses e objetivos, formas de delimitar um tema, caminhos para formular um problema e como levantar dados nas bases da Capes da Scielo, entre outras etapas.

Jaqueline Conceição, articuladora do Di Jejê e responsável pelo curso, explica que a atividade pode ampliar a base dos pesquisadores para a produção científica. “O curso pretende dar base para que pesquisadores consigam desenvolver pesquisas e dialogar com a metodologia e a linguagem da acadêmica. Entender um pouco mais o processo de formação do pesquisador e como se constrói um projeto de pesquisa”.
Além de ser aberto a todos os públicos, a prática ainda conta com um foco especial para pesquisadores(as) negros e negras. Jaqueline Conceição avalia que existem alguns entraves nos campos de pesquisa sobre negritude no país.

“Uma das maiores dificuldades que os pesquisadores negros têm no Brasil em produzir pesquisa é conseguir achar um referencial e uma metodologia de pesquisa que se encaixe com seu objeto de pesquisa, porque há poucas produções acadêmicas sobre a negritude, sobre os negros no Brasil comparado a outros campos”, afirma.

Os conhecimentos ministrados na atividade são voltados para pessoas que estão iniciando a vida acadêmica e não têm familiaridade com as regras técnicas da linguagem acadêmica.

“A maior dificuldade de elaborar um projeto de pesquisa é entender exatamente o que é o campo. Um bom pesquisador leva em média cinco anos para ser formado, que é o período da graduação”, explica Jaqueline Conceição.

Serviço

Curso Presencial "Escrevendo Projetos de Pesquisa"
Data: 04 de Fevereiro de 2016
Local: Casa Comunitária Coletivo Di Jejê / Rua Caetano Gonçalves, 75 (Chora Menino/São Paulo - Santana/ Próximo a Linha Azul)
Horário: 10hs as 16hs
Valor: 57,00
Vagas: 15 lugares

Clique aqui para se inscrever!

Cronograma

10hs - Café
10h30m - Roda de apresentação
11h - Etapas do projeto de pesquisa
12h - Por quê e para quê usamos referencial teórico
13h - 14h - Almoço
14h - Metodologia de pesquisa: coleta e análise de dados
15h - Levantamento bibliográfico ou estado da arte
16h- Encerramento

Observações: 1. Esse é um curso focado em pesquisadoras e pesquisadores pret@s, mais é aberto a todos os públicos. 2. Esse curso também é destinado a quem está iniciando a vida acadêmica e não manja nada do tecnicismo da acadêmia. 3. Esse é um curso prático, venha disposto a discutir e debater, além de vivenciar dinâmicas em grupo. 4. Curso com certificação e apostila impressa. 5. Almoço e café, inclusos no valor da inscrição.

Texto e edição de imagem: Pedro Borges

Encontro faz uma crítica ao aniversário da cidade de São Paulo

No dia 28 de Janeiro, a partir das 18h, o Sarau Empodera se apresenta ao público com participação especial do Musical Pelamô, coordenado pelo poeta Akins Kintê. O evento, organizado pelo Observatório da Juventude - Zona Norte e o Sarau do Kintal, ocorre no Centro Cultural da Juventude, na Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641.

O Sarau Empodera no Calçadão, com periodicidade mensal programada, surgiu a partir do Empodera Juventudes, projeto realizado em diversas escolas públicas da zona norte desde 2015, discutindo temas como: racismo, violência policial e machismo.

No primeiro encontro do ano, a organização propõe uma homenagem aos 463 anos de apartheid na “cidade que mais se quis Europa”, como diz Akins Kintê. Além do sarau com microfone aberto, teremos apresentação do recém-lançado musical “Pelamô” do poeta Akins Kintê, pela primeira vez no CCJ.

Igor Gomes, integrante do Observatório da Juventude e organizador da atividade, explica a homenagem proposta à cidade de São Paulo. “Decidimos "homenagear" a cidade nessa edição do Sarau, pois pensamos que é sempre preciso lembrar que São Paulo se constrói a partir da segregação dos pobres, pretos, nordestinos, indígenas e seus descendentes. Não só da segregação, mas também do apagamento e do extermínio”.

Para ele, Akins Kintê, cria da zona norte, é um excelente nome para o encontro, porque aborda temas ligados a gênero, raça, periferia, entre outras razões. “Incentivar trampos como o dele, é lutar contra o apartheid que estamos denunciando. A poesia preta e de quebrada está tomando de assalto e é importante termos referências como o Akins Kintê”.

Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges

Evento estimula a visibilidade da produção artística de mulheres

O Coletivo Juventude Ativa organiza o “Entre Telas e Lentes: Mulher, Arte e Resistência” neste sábado, 28 de janeiro, das 13h às 18h, na sede do grupo, na Rua Flôr de Abril, 138, Jardim Peri. O objetivo do coletivo é o de apresentar o espaço para a construção de atividades, eventos e materiais artísticos que enfatizem as questões de gênero.

O encontro tem o objetivo de reivindicar a proliferação de uma representatividade artística feminista e periférica, já que a maioria das convidadas são de diversas regiões de SP. O coletivo destaca a necessidade das mulheres, grupo animalizado e invisibilizado, ditem as construções do espaço. Especial atenção é dada para a condição das mulheres negras, as mais vulneráveis dentro da sociedade brasileira.

Ketty Valêncio, uma das organizadoras da atividade, acredita que uma narrativa positiva sobre a produção dessas mulheres pode ter um potencial emancipador. “No passado, as mulheres eram consideradas iletradas, erroneamente sem cultura, sobretudo nas artes visuais feministas, que são mulheres retratando outras mulheres, mostrando como um corpo feminino é um corpo político”.

O caráter político do evento fica evidente quando Ketty reafirma a necessidade de pensar uma mudança social a partir de uma perspectiva feminista e preta. “A mulher negra viveu e vive no apocalipse. À vista disso, a revolução será feminina ou feminista e preta”.

O encontro estimulara a troca afetiva entre as mulheres participar e oferece a oportunidade de vivenciar experiências enriquecedoras ao lado de mulheres inspiradoras. A entrada é gratuita.

Programação

13h30 Coletivo Representapreta

[Exibirá alguns episódios da websérieNossa História Invisível]

5h30 Roda de Conversa com:

Elaine Campos,Fernanda Sena,Fridas Comunica e Fotógrafae Representapreta (Nossa História Invisível).

*Durante todo evento acontecerá exposição de fotos das artistas convidadas.

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