Outra constatação é a de que 36% dos negros sabem de vagas de trabalho pela internet, enquanto os brancos se informam de oportunidades através de amigos e parentes

Texto / Lucas Veloso | Imagem / Reprodução | Edição / Simone Freire

Os advogados negros não ocupam nem 1% de espaço nos maiores escritórios de advocacia do Brasil. Isso foi o que apontou um levantamento feito pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

Na categoria de estagiários, 10% deles são negros, mas conforme vai crescendo a posição, o número desaparece e se torna irrelevante, em relação ao total de brancos. A estatística dos estagiários não evolui nem para a próxima posição, que é de advogado júnior, onde não alcança 1%, e se repete nos demais cargos.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o coordenador de projetos do Ceert, Daniel Teixeira, explica que há casos de negros nas posições, mas que estatisticamente, a presença é irrelevante.

O estudo ouviu 3.624 pessoas em nove das maiores bancas de São Paulo (BMA, Demarest, Lefosse, Machado Meyer, Mattos Filho, Pinheiro Neto, TozziniFreire, Trench Rossi Watanabe e Veirano).

A desigualdade é confirmada em outros levantamentos que analisam o mercado advocatício. Por exemplo, no Censo do Judiciário de 2018, a maioria dos entrevistados se declarou branca -80,3% - e apenas 18% negra, sendo 16,5% pardas e 1,6% pretas.

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