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História ambientada na Cidade do Cabo, capital da África do Sul, percorre o drama de uma adolescente que tenta encontrar a irmã sequestrada após o nascimento

Texto: Nataly Simões | Edição: Simone Freire | Imagem: Reprodução/Netflix

Entre as produções mais vistas pelos assinantes da Netflix desde a estreia, Sangue e Água (Blood and Water) é a mais nova série adolescente da plataforma. Escrita e dirigida pelo cineasta sul-africano Nosipho Dunisa, a trama em determinados momentos traz críticas aos privilégios de alguns grupos em detrimento de outros, embora questões sociais como a desigualdade não sejam o foco.

Baseada em uma história real, a série é ambientada na Cidade do Cabo, capital da África do Sul, e percorre o drama de Puleng Khumalo (Ama Qamata), uma adolescente de 16 anos, que tenta encontrar a irmã, um ano mais velha, sequestrada após o nascimento.

A série possui seis episódios e boa parte deles se passam na Parkhurst College, escola preparatória de elite sul-africana, onde há diversidade entre os alunos em razão das bolsas estudantis. É neste ponto que se encaixam as críticas aos privilégios sociais, feitas por alguns alunos e que podem ser percebidas pelo espectador no decorrer dos episódios.

Como toda série adolescente, Sangue e Água também aborda temas como sexualidade, relacionamentos, uso de drogas e consumo de bebidas alcoólicas em festas. Outra personagem marcante é Fikile Bhele (Khosi Ngema), jovem atleta da escola e com uma vida cercada por mistérios.

Vale destacar como é agradável assistir a uma produção composta majoritariamente por personagens negros, que não vivem na sombra de personagens brancos, como é de costume em séries e filmes norte-americanos ou brasileiros. Especialmente, por ser uma série adolescente, não há a “amiga negra”.

São todos personagens complexos e com brilho próprio. Embora os personagens também tenham consciência racial, como a série demonstra sutilmente, é importante ver a normalização da vida de pessoas negras, com problemas normais como o de qualquer ser humano, e não reduzidas a estereótipos raciais.

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