Estilo foi criado no final da década de 50 e desde então está presente nas periferias, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro

Texto / Aline Bernardes

Imagem / Reprodução

Em 1959, os compositores Gordurinha e Almira Castilho criaram a expressão samba rock na música Chiclete com Banana. Entretanto o estilo, como se conhece hoje, só foi criado na década seguinte por Jorge Ben que inicialmente o chamava de Sacudin Sacuden. Já na época da Jovem Guarda, o gênero espalhava-se pelo Brasil como jovem samba e depois como sambalanço.

A partir dos anos 70, instrumentos elétricos das bandas da Jovem Guarda agregaram ao novo ritmo traziam arranjos do rock e da soul music. Assim surge os termos suingue e samba rock. Nessa mesma década surge Tim Maia, que ao emplacar as músicas Réu Confesso e Gostava Tanto de Você populariza o samba soul.

Bailes Black

O samba rock passou a década de 80 e 90 praticamente fora da mídia, mas nunca desapareceu. Estava dentro dos bailes de música negra realizados na periferia de São Paulo, por equipes de som tradicionais, como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras.

A população periférica realizava festas familiares, como batizados, aniversários, noivados ou casamentos, que sempre acabavam em bailes. Não demorou muito para que esse tipo de comemoração invadisse os salões e danceterias, assim nasciam os bailes nostalgia.

A confusão que fez com que a dança samba-rock fosse confundido com gênero musical começou quando, além de todos estes ritmos, nasceu também um estilo, uma batida, sincopada e com um swing irresistível: o mundo conhecia o álbum “Samba Esquema Novo” de Jorge Ben. Não era samba, não era rock, não era bossa nova, e era tudo isso ao mesmo tempo.

O eixo Rio-São Paulo dominava com esse jeito novo de dançar, inspirado nos passos marcados do funk e do soul, como Black Power. A partir de 2000, o samba rock voltou a ser admirado nos circuitos universitários, festas e na mídia em geral. Nesta época, a banda Clube do Balanço ajudou a levar o samba rock da periferia dos guetos paulistanos para a Vila Madalena.

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
contato(@)almapreta.com

Mais Lidos