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Evento que acontece no Renascença foi suspenso por sete meses por causa da pandemia; agora, com protocolos de segurança, retoma as atividades em novo formato 

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Divulgação

Em 15 anos, o Samba do Trabalhador alegrou as noites de segunda-feira no Renascença Clube, no Andaraí, zona norte do Rio de Janeiro. Nos últimos sete meses, por causa da pandemia da Covid-19, o samba teve que parar. As atividades foram retomadas no final de outubro em um novo formato: sai a roda de samba e entra os shows no palco, que permite seguir as medidas sanitárias e de distanciamento social para a contenção do novo coronavírus.

Outra mudança é que para curtir o samba o público passa pela aferição de temperatura e álcool gel. Além disso, a máscara é item obrigatório para entrada no evento. No reencontro com o público, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador apresentam repertório de sambas clássicos, além de músicas do disco Fazendo Samba, indicado ao Grammy Latino 2020 na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode.

O nome de batismo da roda foi inspirado no dia de suas apresentações, todas às segundas-feiras. A origem é por que, ao contrário da maioria das profissões, as folgas dos músicos são sempre às segundas.

Moacyr Luz viu nesta data uma oportunidade rara de reunir seus amigos do samba, que têm agenda lotada nos outros dias. O encontro casual virou patrimônio cultural, e hoje reúne milhares de pessoas semanalmente, entre personalidades da cultura brasileira, músicos e anônimos.

A história inclui hoje cinco álbuns lançados e três prêmios da Música Brasileira, além de dezenas de participações de artistas que por lá passaram.

O grupo é formado por: Moacyr Luz (voz e violão), Daniel Neves (violão de 7 cordas), Alexandre Marmita (voz e cavaco), Gabriel Cavalcante (voz e cavaco), Nego Alvaro (voz e percussão), Luiz Augusto Lima Guimaraes (percussão), Nilson Visual (surdo), Junior De Oliveira (percussão) e Mingo Silva (voz e pandeiro).

Serviço:
Data: Toda segunda-feira (incluindo o feriado de 2 de novembro)
Local: Renascença Clube
Endereço: Rua Barão de São Francisco, 54 - Andaraí - Rio de Janeiro
Abertura da casa: 16h30
Horário do evento: 17h às 22h
Ingressos podem ser adquiridos online a partir de R$ 50.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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