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A fundação do Instituto Marielle Franco, a eleição da primeira presidenta negra do centro acadêmico da Faculdade de Direito da USP, a inauguração da primeira loja exclusiva de bonecas negras no país estão na lista do Alma Preta

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Letícia Chagas / Acervo Pessoal

O ano começou com “revoluções” na política. Pela primeira vez na história da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a Casa recebeu três mulheres negras como deputadas: Ana Paula Siqueira (Rede), Andreia de Jesus (PSOL) e Leninha (PT).

Em fevereiro deste ano, a empresa “Era Uma Vez o Mundo”, da empresária Jaciana Melquiades, deixou de ser apenas virtual e ganhou uma loja física no centro do Rio de Janeiro passando a ser a primeira loja exclusiva de bonecas negras no país.

A família da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, fundou, em março, um instituto em memória à parlamentar.

Marta se tornou a maior artilheira, entre homens e mulheres, da história das Copas do Mundo. No jogo contra a Itália em junho, a camisa 10 foi para a cobrança sem dar nenhuma chance para a goleira adversária e com o peito do pé esquerdo marcou o seu 17º gol em copas. 

Em agosto, advogadas e advogados negros de todo o Brasil se reuniram para o lançamento oficial da Associação Nacional de Advocacia Negra (ANAN), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O objetivo da entidade é desenvolver estratégias de combate ao racismo estrutural no Direito.

Em setembro, a pesquisa realizada pela agência Heads mostrou que a presença de mulheres e homens negros em comerciais de TV aumentou em 2018 no Brasil. O levantamento também mostra que em 65% dos comerciais as mulheres têm cabelos naturais: ondulados, cacheados ou crespos.

A bibliotecária e empresária Ketty Valencio também lançou o Africanidades, um clube de assinatura especializado em literatura negra escrita por mulheres.

Após 116 anos de existência, o centro acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP elegeu, pela primeira vez na sua história, uma estudante negra como presidente. Letícia Chagas faz parte da primeira turma de alunos que ingressou em uma das universidades mais elitizadas do país por meio da política de reserva de vagas do Sisu.

Em novembro, a empresária Adriana Barbosa, 42, venceu a categoria Troféu Grão do Prêmio Empreendedor Social. Adriana é responsável por dois projetos. Um deles é a PretaHub, aceleradora de negócios criados por empreendedores negros fundada em 2019 e com mais de 2 mil ideias impactadas positivamente no currículo. A segunda iniciativa começou em 2002, a Feira Preta, o maior evento latino de cultura negra.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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